O Sussurro de Dois Lobos na Mesma Pele
A escuridĂŁo ao redor parecia respirar. NĂŁo era apenas noite â era como se a floresta inteira se curvasse em silĂȘncio, ouvindo aquilo que se preparava para nascer entre nĂłs. O vento passava como dedos frios sobre minha pele, sussurrando avisos antigos, mas meu corpo⊠meu corpo estava entregue a uma chama que ignorava qualquer advertĂȘncia.
Marco estava diante de mim, seu peito subindo e descendo em ritmo tenso, dominado, feroz. Os olhos do Alfa nĂŁo eram apenas olhos â eram dois farĂłis de desejo e ameaça, dois portais para o abismo de onde Korran olhava atravĂ©s dele, faminto, alerta, possessivo. Algo nele tremulava, como se a fronteira entre homem e lobo estivesse por se romper a qualquer segundo.
â Alice⊠â ele murmurou meu nome como se fosse pecado pronunciĂĄ-lo. Ou como se fosse sagrado demais.
â Marco⊠por que estĂĄ fazendo isso? â Minha voz saiu baixa, trĂȘmula, mas firme o bastante para provocĂĄ-lo.
Ele deu um passo em minha direção, e o calor que