A PRIMEIRA MARCADA PELA LUA
O vento que invadiu a mansĂŁo nĂŁo era apenas frio â era antigo.
Carregava consigo o cheiro de algo que nĂŁo pertencia mais a este tempo, uma essĂȘncia esquecida pelas geraçÔes, mas profundamente reconhecida pela Lua.
Meu corpo reagiu antes mesmo que minha mente pudesse compreender.
Elara se ergueu dentro de mim com um uivo silencioso, ancestral, fazendo minha pele arrepiar como se cada poro estivesse ouvindo um chamado impossĂvel de ignorar. Meu coração disparou, nĂŁo por medo comum, mas por reconhecimento.
A figura feminina avançou alguns passos para dentro do corredor, deixando que a luz lunar finalmente a tocasse por completo.
Ela era alta, esguia, envolta por um manto cinza-prateado que parecia se mover como fumaça viva. Seus cabelos eram longos, de um branco quase luminescente, não de velhice, mas de poder. Os olhos⊠os olhos eram de um prata puro, tão intensos que pareciam refletir diretamente a Lua no céu.
Marco e Rafael se colocaram instintivamente em p