O LOBO QUE SE AJOELHA E O LOBO QUE SE ERGUE
A Lua parecia maior naquela noite.
Não apenas brilhante — viva.
Um olho vigilante no céu, ardendo como se tivesse sido acesa especialmente para testemunhar o que estava prestes a acontecer entre nós três. A luz prateada caía sobre a floresta como uma chuva silenciosa, tocando cada folha, cada pedra, cada fragmento de ar. Tudo cintilava como se estivesse revestido por magia líquida.
E no centro desse cenário quase sagrado… estávamos nós.
Eu conseguia sentir a respiração de ambos — Marco atrás de mim, quente, densa, carregada de desejo e arrependimento; Rafael à minha frente, firme, impecável, com seus olhos verdes incendiados por algo que ele raramente permitia que transbordasse.
Zahor e Elara sussurravam dentro de nós três, vibrando como cordas tensas prestes a se romper.
Korran, porém…
Korran tremia.
Não de medo — Marco não conhecia esse sentimento.
Mas de necessidade.
Eu sentia sua energia selvagem raspando contra ele por dentro.
— Alice…