ENTRE O ALFA, O SUPREMO E A MARCA QUE ME RECLAMA
A mansão parecia respirar. Não como uma construção antiga cercada por paredes silenciosas, mas como um organismo vivo, pulsante, alimentado pelas emoções que fervilhavam entre nós três. O corredor estava mergulhado em sombras profundas, tocado apenas pela luz azulada da lua que se infiltrava pelas janelas altas, lançando reflexos prateados sobre as paredes de madeira escura.
Eu ainda sentia o calor das mãos de Rafael nos meus braços — firme, protetor, silenciosamente possessivo. Zahor, dentro dele, vibrava como um trovão contido, atento a cada nuance do ambiente, a cada mudança no meu respirar. Ele sabia. Ele sempre sabia. Que algo estava para acontecer… e que aquilo mudaria tudo.
Marco estava parado à minha frente, tão imóvel quanto uma estátua esculpida em puro desejo reprimido. Seus olhos escuros ardiam como brasas prestes a incendiar a noite. Korran farejava o ar dentro dele, inquieto, selvagem, faminto. A rejeição que me dera — sua