Quando Dois EspĂritos se Tocam
O mundo ao redor pareceu desaparecer. A floresta, a lua, o vento â tudo se tornou apenas um borrĂŁo distante diante da presença colossamente Ăntima que queimava entre nĂłs. Marco ainda me segurava pela cintura, mas o toque dele jĂĄ nĂŁo era somente humano. Era mais quente. Mais firme. Mais possessivo.
NĂŁo era apenas Marco que me tocava.
Era Korran também.
Sua pele vibrava, pulsava, tremia sob minhas mĂŁos. NĂŁo era a transformação completa â nĂŁo ainda â mas a manifestação mais perigosa, a mais instĂĄvel: a fusĂŁo entre Alfa e lobo, quando os limites se desfaziam e o desejo assumia o controle.
Eu sentia as garras dele, escondidas logo abaixo da pele. Sentia o rosnado que se formava em seu peito, quase inaudĂvel, mas profundo o bastante para estremecer a noite.
E o mais perigoso de tudo: sentia que ele me queria de um jeito brutal, selvagem, inevitĂĄvel.
E euâŠ
Eu também queria.
Lyris avançou dentro de mim, deixando meus sentidos mais afiados, minha respiração mais