A Consagração da Lua Trina
O brilho sob nossos pĂ©s nĂŁo era apenas luz â era memĂłria.
SĂmbolos antigos se acendiam em sequĂȘncia, como se o prĂłprio chĂŁo estivesse despertando de um sono milenar. Cada traço luminoso pulsava num ritmo que logo reconheci: o mesmo do meu coração. A lua, gigantesca e prĂłxima demais, fazia o cĂ©u parecer um espelho vivo. Eu sentia tudo. Cada folha estremecer. Cada respiração de Marco. Cada silĂȘncio de Rafael.
Lyra ergueu-se plena dentro de mim, a pelagem prateada cintil