Mundo de ficçãoIniciar sessão"Em pânico por nunca mais vê-lo e perder a única chance que eu teria de ser livre do inferno que vivi por dez anos, estendi minha mão entre as grades e segurei a manga de seu casaco." Escravizada por 10 anos, sofrendo abusos e inimagináveis, Linnea Aether vê na aparição do misterioso Dark Wolf sua chance de ser livre, porém o homem está ali em busca de outra coisa, uma joia muito especial que está em posse de Octavius Kasimir. "― O que você disse, humana? ― Eu sou a joia que Octavius escondia. "
Ler maisNolanTinha de correr.Não deveria ter saído na noite anterior. Meus pais iriam me matar pelo atraso.O castelo do rei alfa estava decorado com pompa, a altura da celebração anual. Me esgueirei pela cozinha, pegando alguma coisa para comer e passei pelos corredores o mais silenciosamente possível. A adrenalina subindo rapidamente.― Fico feliz que tenha se juntado a nós. ― A voz de minha mãe ecoou pelo corredor. Suspirei, me virando para vê-la.Seus longos cabelos prateados caiam em uma trança elaborada sobre seu ombro. O vestido amarelo-claro a fazia parecer um anjo. Ela se aproximou, segurando meu rosto entre suas mãos. Enquanto analisava meu rosto, ela franziu a sobrancelha e estreitou seus brilhantes olhos verdes.― Agradeça que não foi seu pai quem te achou. Kael está atrás de você desde cedo. ― Passei a mão pelos cabelos, recordando do último sermão do meu pai.― É que trabalhei até tarde ontem… ― Minha mãe cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha. ― Ok. Não é como se pudesse
KaelAs batidas aceleradas de seu coração, o cheiro característico do medo enquanto suas mão arranharam meu braço, tentando se libertar. Tudo aquilo era o mais puro deleite para mim.Gideon não era apenas um traidor. Ele conspirou contra o alfa, abusou da minha mãe para gerar um filho que ele pudesse controlar e, quando não precisava mais dele, o matou friamente. Alaric era um idiota, acreditando em cada palavra de Gideon cegamente. Suas escolhas o levaram ao seu fim.Soltei Gideon, que rapidamente tomou distância. Farejei o ar, confirmando que Linnea já não estava ao nosso alcance. Não queria que ela presenciasse o que iria acontecer. Não tinha intenção de executar Gideon logo de cara, mas torturá-lo, até que ele implorasse por uma morte rápida.Sua experiência não era muito diferente da minha, já que ambos fomos as mesmas batalhas irracionais de meu pai. Porém, eu tinha muitas vantagens além da minha força superior. A juventude e meu treinamento extremo me faziam superiores a Gideon
KaelOs ataques continuavam. A falta de uma liderança tornava nossos inimigos imprevisíveis, porém a falta de treinamento adequado para um embate daquelas proporções tornava sua única vantagem completamente inútil. Assim que assumi minha forma Lycan, somente minha presença os assustou, fazendo com que vários daqueles lobos fugissem, em uma tentativa patética de salvarem suas vidas. O problema era que eu jamais permitira que qualquer um deles escapasse com vida.Meu rugido ecoou pela floresta, fazendo o chão tremer diante da minha força. Os lobos ao meu redor uivaram, a moral subindo de imediato enquanto continuavam a atacar todos que avançavam contra nós.Estava buscando por Alaric ou Gideon, afinal aquele ataque só deveria ter partido deles. Todos os alfas já haviam me reconhecido como o supremo, sem qualquer questionamento, porém meu irmão se mantinha em completo silêncio. Não senti o cheiro de nenhum deles no campo de batalha, o que pareceu muito estranho a princípio, até que um ch
LinneaAquela noite estava particularmente fria. O vento gelado que entrava no quarto me causava arrepios. Até Nolan parecia mais agitado em seu sono, como se algo o estivesse incomodando. Coloquei a manta sobre ele, mas algo ainda parecia incomodá-lo. Kael saiu do banho, uma toalha enrolada em seus quadris e outra sobre seu ombro. O observei enquanto pegava uma calça de moletom, a vestindo. Me aproximei tocando com as pontas de meus dedos sua pele úmida, traçando as linhas de seus músculos, subindo até seus ombros largos.― Parece que meu pequeno cervo está louca para ser devorada. ― Kale segurou minha mão, me puxando para ficar na sua frente, presa entre o armário fechado e seu peito.Mordi meu lábio, a aflição que queimava em meu peito cada vez mais forte. Com meus punhos cerrados e mãos trêmulas sobre o peito de Kael, apoiei minha testa, fechando meus olhos e permitindo que seu perfume apimentado me envolvesse e acalmasse um pouco meu coração. Suas mãos seguraram meus ombros com f
Último capítulo