O Eclipse Dentro de NĂłs
Quando finalmente consigo respirar sem sentir que o ar estĂĄ cortando meus pulmĂ”es, percebo algo que deveria ter sido Ăłbvio: o silĂȘncio ao nosso redor nĂŁo Ă© normal. NĂŁo Ă© apenas ausĂȘncia de som â Ă© uma suspensĂŁo de realidade. Como se todo o espaço estivesse contendo o prĂłprio fĂŽlego, esperando para ver o que eu me tornaria.
O peso de Arctys dentro de mim ainda pulsa. Um ritmo firme, profundo, que marca o meu peito como se fosse um segundo coração. Não dói. Não mais. Agora