Narrado por Zalea Baranov
Hoje, o dia havia acordado cinzento. Estava pálido, sem cor, como se o céu tivesse se despido em luto só para me receber. Havia algo de ancestral naquele ar — uma melancolia que se infiltrava pelas costuras da pele e se assentava nos ossos como poeira de tempos passados.
Desde que voltei para casa, não tive coragem de sair. Era como se o mundo lá fora exigisse uma força que eu ainda não conseguia reunir. Mas agora, com a minha barriga começando a apontar, com a vida c