Narrado por Zalea Baranov
Os dias começaram a passar mais rápidos.
Como se o tempo, cansado de dor, decidisse correr para nos levar a um lugar onde a ferida pudesse, enfim, cicatrizar.
E como uma brisa silenciosa — daquelas que não se anunciam, mas que arrepiam a pele — eu sentia a mudança.
Não apenas em meu corpo, que agora carregava em silêncio o peso sagrado de um novo coração,
mas dentro de mim… onde as ruínas começavam a florir.
Era uma cura mútua.
Feita de olhares calados, de mãos entrel