Narrado por Zalea Baranov
Ele me conduziu como se estivéssemos cruzando o limiar de um campo minado. Cada passo ecoava sob os candelabros suspensos, como se a própria escuridão estivesse em vigília. O salão era uma catedral profana, adornada com ouro sujo de sangue, onde os monstros usavam ternos bem cortados e os sorrisos vinham cheios de veneno. O ar parecia saturado de poder e ameaça. Tudo ali era uma dança silenciosa entre o respeito e o medo.
Mas nada disso importava.
Porque ele estava lá.