Narrado por Zalea Baranov
O salão estava abafado por sorrisos falsos e taças tilintando, mas meus olhos permaneciam fixos em Zaiden, como se meu corpo soubesse que o verdadeiro perigo não vinha dos brindes ou da música, mas do silêncio contido atrás daquele copo de uísque.
Ele não se movera. Não fisicamente. Mas algo dentro dele, algo sombrio e prestes a se romper, parecia se contorcer. A mão dele apertava o cristal com tanta força que temi que o vidro estalasse. Seus olhos estavam cravados em