Narrado por Zalea Baranov
A noite havia passado, mas não levara nada com ela. A dor continuava alojada sob minha pele como um veneno que o corpo se recusa a expurgar. A mansão estava silenciosa — silêncio esse que não trazia paz, mas um tipo de aviso: tudo ainda estava por acontecer.
O espelho devolvia uma versão de mim que mal reconhecia. Lábios partidos, olhos vazios, a carne manchada pelos hematomas da última lição de Ivan Baranov. Ele dizia me amar. Dizia querer me proteger. Mas o amor del