Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla perdeu o pai para a máfia. Agora, pertence ao homem que destruiu sua vida. Disfarçada de “Léo”, um suposto menino mudo, Luna sobrevive como escrava de Alessandro Morano — o mafioso que a mantém sob seu domínio sem saber quem ela realmente é. Entre ódio e desejo, silêncio e segredos, Luna se vê presa em uma teia perigosa onde apenas duas escolhas existem: revelar sua identidade… ou se entregar ao homem que a possui. "A posse do mafioso" é uma história de amor sombrio e obsessivo entre dois personagens de mundos diferentes. Ele é um poderoso mafioso, conhecido por sua crueldade e controle. Ela é uma garota que foi forçada a viver nas ruas por medo, lutando para sobreviver em um mundo hostil. Avisos de Conteúdo: Leitura +18: contém cenas explícitas de sexo, violência e linguagem imprópria. Dark Romance: relacionamento intenso, tóxico e de poder desigual. Gatilhos sensíveis: coerção, abuso psicológico, violência física e emocional, traumas, vingança, perda e luto. Não recomendado para leitores que buscam histórias leves ou romances convencionais.
Ler maisNarrado por LyandraDois anos se passaram.O jardim da mansão Salvatore estava florido, como sempre. As roseiras que Giancarlo plantara décadas atrás agora estavam enormes, e as crianças adoravam correr entre elas, rindo, caindo, levantando.Giulia, agora com quatro anos, corria na frente, seus cachinhos castanhos pulando a cada passo. Segurava na mão do irmão, Dante, de três anos, que ria sem parar enquanto tropeçava nas próprias pernas. Clara os acompanhava de perto, sempre atenta. Pablo e Giancarlo observavam de longe, sentados nos bancos de pedra, os olhos marejados de orgulho.— Sono bellissimi — (Eles são lindos) — Giancarlo disse, a voz rouca.— Come la madre — (Como a mãe) — Pablo completou.Gianluca me abraçou por trás. Seu peito quente gostoso firme contra minhas costas, seus braços envolvendo minha cintura.— Pronta para ser mãe? — ele perguntou, com um sorriso na voz.— Pronta para tudo — respondi, rindo.Mas havia um friozinho na barriga. Uma ansiedade boba.— Non ci cre
Narrado por LyandraA mesa do jantar estava posta como nas grandes ocasiões. Luzeiros de cristal refletiam a luz das velas, e o perfume das flores frescas se misturava ao aroma da comida que Clara preparara com esmero.Gianluca estava à minha direita. Giancarlo à esquerda. Pablo ao lado do Nonno de Giancarlo. E eu, no centro, sentia o coração bater mais rápido do que quando enfrentei os homens do Fantasma.— Tenho uma coisa para lhes dizer — comecei, a voz firme, mas as mãos suando.Todos me olharam.— O que aconteceu? — Gianluca perguntou, preocupado.— Nada de ruim, amor — respondi, sorrindo. — Algo maravilhoso.Respirei fundo.— Não vou mais fugir. Não vou mais me esconder. Vou enfrentar o que vier — com as bênçãos do santo padroeiro da Sicília.Giancarlo ergueu uma sobrancelha. Pablo franziu a testa. Gianluca apenas esperou.— Quero fazer uma festa de casamento. De verdade. Com vestido branco, com convidados, com dança. Como se fossem novos votos — mas para nós, será o verdadeiro
Narrado por Gianluca “Maledizione” — (maldição). O homem da Serpente Dourada estava lá, ou pelo menos alguém querendo usar o medo para nos intimidar. Eu o vi. Lyandra o viu. Alex e Luna também. Mas ele desapareceu na multidão como se fosse feito de fumaça. Fiz um sinal para Marco. Alex fez o mesmo para seu braço direito, Tsurushi. Ambos se aproximaram imediatamente. Pablo e Giancarlo também vieram. Em segundos, meus homens e os homens de Alex já estavam vasculhando o salão, as saídas e os jardins. Mas o homem já tinha sumido. — È inutile — (É inútil) — disse, frustrado. — Il disgraziato è sparito! (O desgraçado sumiu!). Lyandra pegou a taça de Luna — a bebida ainda intacta — e entregou a mim. — Manda analizzare. Ti prego — (Mande analisar. Por favor). Acenei e entreguei a taça a Marco, com ordens de levar imediatamente a um especialista. Horas depois, o laudo chegou. Veneno. Um veneno potente, sintético, feito à base de veneno de cobra — similar ao usado pela Serpe
Narrado por LyandraCinco meses se passaram desde aquele dia no cemitério. Minha pequena Giulia agora tinha sete meses — linda, gordinha, saudável, com bochechas rosadas e olhos âmbar que roubavam o coração de todos que a viam. Seu sorriso banguela era a luz da nossa casa.O Conselho das Famílias se reuniu novamente. Dessa vez, não para julgar ou guerrear. Para reconhecer.Na grande sala da mansão Salvatore, os chefes mais poderosos da Sicília estavam sentados ao redor da mesa de madeira escura. Gianluca estava à cabeceira — seu lugar por direito. Eu estava ao seu lado direito.O secretário do Conselho leu o documento em voz alta, sua voz ecoando solene:— Gianluca Salvatore, o Chefe dos Chefes, com sua esposa e agora sua Conselheira oficial… — ele fez uma pausa, os olhos percorrendo a sala. — ...é nomeada hoje oficialmente a legítima herdeira do império De Luca.Os chefes murmuraram entre si, aprovando a decisão. Gianluca se levantou sorrindo e pediu a palavra, então com a voz firme
Último capítulo