Narrado por Zalea Baranov
Acordei envolta por um calor que não era apenas físico.
Era a proteção que eu nunca conheci, o repouso depois da tempestade.
A madrugada havia lambido meus ferimentos com a língua quente da vingança adormecida, e agora o dia ameaçava nascer — como um intruso que não sabe guardar silêncio.
O quarto estava mergulhado em penumbra, mas mesmo na escuridão, eu sabia onde estava.
No único lugar onde o mundo não parecia querer me destruir.
Nos braços de Leonid Raskolnikov.
Mi