Narrado por Leonid Raskolnikov
O silêncio no carro não era ausência — era presença densa, quase sagrada. Cada rua de Moscou que deixávamos para trás parecia uma cicatriz encoberta pela névoa da manhã. O céu, cor de chumbo, refletia a quietude ameaçadora que carregava em meu peito. Nazar guiava com a precisão de um homem que aprendeu a sobreviver no submundo, e eu mantinha uma mão no volante enquanto a outra repousava, possessiva, sobre a coxa de Zalea.
O vestido vinho que ela usava era um grito