Kael segurava o rosto de Lyria entre as mãos como se ela fosse vidro — quebrado, precioso e insubstituível.
Mas ela não era vidro.
Ela era tempestade.
E agora… era também Ira.
O olhar dela estava diferente.
Mais fundo.
Mais antigo.
Mais consciente.
Kael tocou a lateral do rosto dela com a mão tremendo.
— Lyria… você me assusta assim… fala comigo… por favor…
Ela piscou devagar — como se estivesse voltando de um lugar que não tinha nome.
— Kael… eu lembro.
A voz dela era suave… mas carregada c