Início / Romance / LUXO PROIBIDO / 📍Capítulo 9 – A Rendição Sem Mãos
📍Capítulo 9 – A Rendição Sem Mãos

Quando ele se levantou, ainda ajoelhada entre minhas pernas, achei que fosse me deixar ali.

Molhada.

Confusa.

Desarmada.

Mas nĂŁo.

Ele estava só começando.

Dante Moreau nĂŁo tinha pressa.

Porque o prazer, pra ele, nĂŁo era fĂ­sico.

Era mental. PsicolĂłgico. QuĂ­mico.

E a droga era ele.

âž»

Ele se afastou até a poltrona.

Sentou, descruzou as pernas.

Postura de rei.

Olhar de predador.

E disse, baixo:

— Tira a alça da camisola do ombro esquerdo. Só ela.

Obedeci.

A seda deslizou, revelando a curva suave do meu ombro e parte do seio.

— Agora o direito.

A mesma coisa.

Nada demais.

Mas eu jĂĄ sentia como se estivesse completamente nua.

Exposta.

Em carne viva.

—

— Deita na cama. Encosta a cabeça no travesseiro. NĂŁo abra as pernas. E nĂŁo encoste em vocĂȘ.

A voz dele era navalha.

Fiz tudo exatamente como mandou.

O tecido da camisola subiu até a metade da coxa.

Minha respiração estava curta.

Minhas coxas pressionadas.

Meu corpo inteiro
 implorando.

—

Ele nĂŁo se levantou.

Ficou ali. Olhando.

Como quem hipnotiza um animal selvagem até ele se render.

— Agora fecha os olhos. E escuta o que eu disser. Só isso. Entendido?

— Sim.

— Boa garota.

Aquelas duas palavras
 fizeram minha coluna arquear.

Foi ali que senti:

ou gozo agora


ou nunca mais.

—

— Sente o lençol debaixo de vocĂȘ.

O toque da seda na pele quente.

Sua respiração curta.

O batimento do seu coração entre as pernas.

Ele falava lento.

Como um mantra.

— VocĂȘ estĂĄ molhada. Eu sei.

E quanto mais tenta controlar


mais escorre.

Eu gemi. Baixo.

Sem tocar.

Sem mexer.

A voz dele guiava cada impulso, cada contração, cada lembrança do olhar que me despiu mais cedo.

— Imagina minha boca encostando bem aqui


Ele apontou pra prĂłpria clavĂ­cula.

— Mas não toca. Só sente.

Minhas pernas começaram a tremer.

O prazer subia, desesperado.

—

— Agora pensa na minha mão
 bem aqui.

Ele abriu a palma e pousou sobre o peito.

— Mas ainda nĂŁo Ă© hora.

VocĂȘ sĂł vai gozar quando eu disser.

Meu quadril jĂĄ se mexia sozinho.

Contra o colchĂŁo.

A camisola Ășmida entre minhas pernas.

E eu completamente fora de mim.

—

— Agora.

Desce essa tensĂŁo pro ventre.

Sente a pressĂŁo.

Sente a necessidade.

E quando eu disser “agora”
 vocĂȘ vai explodir.

Sem tocar.

Sem abrir.

Sem vergonha.

SilĂȘncio.

Dois segundos.

TrĂȘs.

E entĂŁo:

— Agora.

—

Foi como cair de um prédio.

Eu gozei.

Sem dedos.

Sem boca.

Sem pĂȘnis.

SĂł com a voz.

E pela primeira vez na vida, nĂŁo tive como fingir.

Foi real.

Cru.

IncontrolĂĄvel.

A Rendição Sem Mãos sem toque


—

Quando abri os olhos, ele estava de pé.

Na beira da cama.

O olhar calmo.

— Agora sim. — ele disse.

— Agora eu vou te tocar.

Porque vocĂȘ entendeu.

Que aqui
 só se goza quando eu quiser.

E aí ele começou a se despir.

Camisa.

Calça.

Cueca.

E o que veio depois


nĂŁo foi sexo.

Foi posse.

—

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