Mundo ficciónIniciar sesiónROMANCE PROIBIDO - AGE GAP - SEGUNDA CHANCE - HOT DE MILHÕES - SEGUNDA CHANCE Dr. Oliver Jones é considerado uma lenda na medicina. Cirurgião cardiotorácico de renome internacional, premiado e respeitado no mundo inteiro, ele vive para a profissão. Aos 42 anos, construiu uma carreira impecável no Memorial Hospital, em Nova York, ensinando gerações de novos médicos e salvando vidas diariamente. Mas nada o preparou para a chegada de Emma Carter, uma residente brilhante de 22 anos, dedicada, talentosa e obstinada, que cruza seu caminho de forma inesperada. Entre plantões, cirurgias e noites insones no hospital, Oliver e Emma se envolvem em uma relação proibida e intensa, desafiando não só as regras éticas do ambiente de trabalho, mas também os próprios limites emocionais. Ele, marcado por um divórcio traumático e uma vida dedicada à medicina. Ela, disposta a provar seu valor e deixar sua marca no mundo. Quando o bisturi não está em suas mãos, Oliver precisa aprender a lidar com algo que não se controla: o coração
Leer másOliver Jones:
A maioria dos médicos treme as mãos no início da carreira. Outros perdem a firmeza no meio do caminho, quando se dão conta do peso real do que fazem. Quando entendem que, de fato, estão segurando uma vida entre os dedos. E alguns tremem quando percebem que já não têm mais nada a provar.
Eu nunca tremi, e aos 42 anos, meu nome já é quase um sinônimo do Memorial Hospital de Nova Iorque.
Não apenas pelos prêmios, pelas publicações ou pelas cirurgias que ninguém mais quer fazer. Mas porque o meu sobrenome está cravado nessas paredes. Sou filho de Edward Jones, o fundador e presidente do Memorial.
Ele transformou esse hospital em um império. Tornou-se uma lenda no mundo da saúde privada. E agora, como era de se esperar, quer que eu continue o legado.
O problema? Eu não quero.
Meu pai sonha em me ver vestindo um terno, sentado à frente do conselho administrativo, liderando contratos milionários, aumentando lucros e cuidando da imagem do hospital.
Mas eu não nasci para isso. Sentado atrás de uma mesa de vidro, observando os outros operarem, enquanto eu apenas assino papéis?
Não. Meu lugar é dentro da sala de cirurgia. Ali, eu respiro.
— Pinça de DeBakey — pedi, com a voz baixa, firme e sem desviar o olhar do campo operatório.
O instrumento pousou na minha mão com precisão.
O metal gelado encaixou-se entre meus dedos como se fosse uma extensão do meu corpo.
Nem precisei erguer a cabeça para saber quem estava do outro lado. As mãos dos residentes sempre tremem quando operam comigo. Eles sabem exatamente quem eu sou. Sabem o que eu exijo.
O tórax do paciente estava aberto, o coração parado, ligado à máquina de circulação extracorpórea.
As artérias frágeis, milimetricamente expostas sob o feixe de luz do foco cirúrgico.
Respirei fundo, mais um caso delicado, mais um procedimento que outros hospitais recusaram.
E, como sempre, ele veio parar na minha mesa, é assim há anos.
O relógio avançava e eu nem percebia o tempo passar. Minhas mãos costuravam as artérias com movimentos automáticos, treinados por milhares de horas.
Cada ponto dado era uma linha traçada entre a vida e a morte, quatro horas depois, terminei a última sutura. Soltei o ar preso nos pulmões e recuei um passo.
— Fechem, por favor.
A equipe soltou o ar quase em coro, como se todos estivessem esperando por aquele momento. Eu, como sempre, mal prestei atenção nos rostos, não costumo fazer isso. Não crio laços. Não tenho tempo. No corredor, ainda ajustando a máscara no pescoço e tirando as luvas, dei de cara com meu pai.
O paletó sob medida, a gravata sem um vinco, o olhar calculista de sempre. Ele se colocou no meio do meu caminho, bloqueando a passagem.
— Oliver — disse, com aquele tom que não deixa espaço para ignorar.
Passei as mãos pelo cabelo, tentando controlar o cansaço.
— Pai, agora não. Acabei de sair da cirurgia.
— Exatamente por isso precisamos conversar — a voz dele soou firme, impaciente — você está adiando o inevitável.
— Não estou adiando nada. Só não quero o que você quer pra mim.
Ele cruzou os braços, o rosto impassível.
— Você precisa assumir o hospital, Oliver. Já passou da hora.
Soltei um suspiro longo e me escorei na parede fria do corredor.
— Meu lugar não é atrás de uma mesa. Eu salvo vidas, pai. Não quero ser CEO. Quero ser cirurgião.
Ele me encarou com os olhos duros, frios como aço.
— Você não vai operar para sempre. Vai chegar o momento em que as suas mãos vão cansar. E quando esse dia chegar, quero que esteja preparado para o próximo passo.
— E até lá? Quer que eu me aposente antes da hora? — O silêncio dele respondeu por si.
Os olhos de Edward sempre foram os mesmos: calculistas, estratégicos e frios.
— O Memorial é o nosso legado, Oliver. E você é o único capaz de continuar isso. Não se esqueça do seu sobrenome.
Olhei para ele sem piscar, eu sei exatamente quem eu sou, mas também sei quem não quero ser, me afastei, sem dizer mais nada, o som dos meus passos ecoando pelo piso do hospital foi a única resposta que dei.
Fui direto para o refeitório. Meu ritual pós-cirurgia é sempre o mesmo: café preto, sem açúcar, sem conversa.
A cafeteria estava cheia, médicos em grupos, residentes comentando casos do dia, as vozes misturadas ao tilintar dos talheres.
Mas, naquela tarde, algo fez meu corpo parar, perto da janela, sozinha, havia uma residente que eu nunca tinha visto antes.
Os cabelos castanhos presos de qualquer jeito, o jaleco desalinhado, e um caderno aberto sobre a mesa. Ela mordia a tampa da caneta com tanta concentração que parecia alheia ao barulho ao redor.
O sol entrava pelas vidraças e tocava o rosto dela, realçando a curva da mandíbula, a testa franzida, os olhos intensos correndo pelas linhas da folha.
Meu primeiro impulso foi desviar o olhar, mas não desviei, e provavelmente era do primeiro ano da residência. Jovem. Muito jovem.
Mesmo assim, havia nela uma segurança rara. Uma fome de fazer a diferença.
Eu reconheço esse tipo de olhar.
De repente, ela ergueu os olhos, e nossos olhares se encontraram por dois segundos ou talvez três.
Ela não desviou, mas eu sim. Peguei meu café e me sentei no canto mais afastado da sala, tentando afastar aquela imagem da cabeça.
Mas não consegui, naquele instante, percebi exatamente o que me incomodava:
Ela me tirou do eixo, e eu sequer sabia o nome dela. Não ainda.
***
O resto do meu dia passou, mas minha cabeça não acompanhou.
Atendi alguns pacientes no consultório particular do hospital, revisei laudos, dei um parecer em dois casos cirúrgicos de colegas.
Participei de uma reunião rápida, com o comitê ético sobre um protocolo novo.
Fiz tudo no automático. A verdade é que, em cada intervalo, minha mente voltava para a mesma cena: a menina da janela.
Residente nova, provavelmente do primeiro ano. Vinte e poucos anos, no máximo.
Aquela concentração absurda nas anotações, o jeito como mordia a tampa da caneta, os olhos escuros que não recuaram quando eu os encarei.
E o pior: a sensação de que ela sabia exatamente o que estava fazendo quando não desviou.
Era como se ela tivesse me desafiado em silêncio. Saí do hospital já no começo da noite.
A cidade lá fora estava úmida, típica de Nova Iorque no início de outono. As ruas iluminadas, o movimento de táxis, buzinas, pessoas apressadas. Tudo do jeito que sempre foi.
Caminhei até meu prédio com o corpo cansado, mas a cabeça acesa demais para relaxar.
Meu apartamento fica no décimo oitavo andar da Park Avenue. Duas coberturas por andar, um silêncio que contrasta com o caos do hospital. Gosto disso. Me isola.
Toquei no bolso do paletó, procurando as chaves, e entrei no saguão já pensando em um banho quente e um copo de uísque.
Chamei o elevador. As portas se abriram e entrei sozinho, mas, quando as portas começaram a se fechar, uma voz cortou o silêncio.
— Espera! Segura, por favor!
Instintivamente, estiquei o braço e pressionei o botão de abertura. As portas travaram.
Vi uma silhueta vindo em minha direção, apressada, quase tropeçando nos próprios pés.
Ela entrou no elevador ofegante, ajeitando a alça da mochila no ombro. Quando ergueu o rosto, eu soube na hora.
Era ela, a mesma residente do refeitório. Por um instante, o tempo pareceu travar.
O som do mundo lá fora sumiu. Ficamos apenas nós dois, dentro daquele espaço pequeno demais. Os olhos dela encontraram os meus de novo, e, dessa vez, algo passou entre nós. Um tipo de energia que eu não costumo sentir, tensão, desejo contido, aquela linha tênue entre o proibido e o inevitável.
Minhas mãos ainda seguravam a porta do elevador, embora ela já estivesse dentro.
Ela respirava rápido, talvez pela corrida, talvez por outra coisa.
— Obrigada — disse, e sua voz soou mais baixa do que o normal, quase rouca.
— Sem problema — respondi, soltando o botão.
As portas se fecharam, e quando olhei para o painel, notei o número iluminado 18, o mesmo andar que o meu, dois apartamentos por andar.
Merda.
Ficamos em silêncio durante a subida, o espaço era pequeno demais. O ar parecia denso demais, a distância entre nós era quase nula, senti o perfume suave dela, algo fresco, limpo, que grudou na minha memória. Ela ajeitou a mochila nas costas, e eu percebi as mãos dela levemente trêmulas. Mas não era nervosismo de medo, era o mesmo tipo de tensão que estava me corroendo por dentro. Quando as portas abriram, ela deu um passo à frente. Eu segui atrás.
Virou-se de leve, com um meio sorriso desconcertado, como quem sabe que aquilo é estranho, mas não consegue evitar, e eu também não consegui.
E foi ali, no corredor vazio do décimo oitavo andar, que tive certeza: aquilo não era coincidência, era o começo de um problema, ou, talvez, de algo ainda maior.
Emma CarterO sábado tinha começado calmo. Eu estava de pijama, sentada no sofá da sala com minha caneca de café, enquanto Julia, minha melhor amiga e companheira de apartamento, folheava uma revista de moda. O som baixo da televisão preenchia o ambiente preguiçoso da manhã.A campainha tocou.Abri a porta e encontrei meu pai, impecável como sempre, no seu terno sob medida. Ele me abraçou rapidamente, sem dar tempo para eu perguntar nada.— Filha, preciso que me acompanhe hoje à noite — disse num tom que soava mais como ordem do que pedido. — Tenho uma reunião importante com investidores para o hospital de um amigo. Sua mãe não poderá ir, então… quero você ao meu lado.— Pai… não sei se é uma boa ideia — comecei, tentando achar uma desculpa.— E chame a Julia também — acrescentou, já puxando o cartão de crédito da carteira e colocando na minha mão. — Comprem algo bonito.Julia ergueu a cabeça da revista com um brilho nos olhos.— Estamos dentro — respondeu antes mesmo que eu pensasse
Emma CarterOs dias foram se arrastando desde aquela noite, o hospital parecia o mesmo para todo mundo… menos para mim.Oliver continuava afastado das aulas. A justificativa oficial eram os transplantes urgentes e a agenda sobrecarregada, e de fato eu sabia que ele passava horas no centro cirúrgico. Mas, para mim, a ausência dele tinha outro peso.No seu lugar, estava o professor substituto. Ele dava as aulas com competência, mas sem aquela intensidade silenciosa que Oliver carregava. Eu fingia que não me importava, que era até melhor assim.Mentira.Porque todas as vezes que eu lembrava dele… meu corpo reagia de um jeito estranho, quase incontrolável. Era como se só a lembrança do seu olhar pudesse incendiar minha pele.E, pior, algumas noites eu acordava ofegante, depois de sonhar que ele me empurrava contra a parede, me prendendo com o corpo, e nós estávamos prestes a…Eu odiava admitir, mas esses sonhos estavam ficando cada vez mais vívidos.E, quando a madrugada voltava ao silênc
Oliver Jones:Emma foi a primeira a quebrar o contato, não se afastou bruscamente, não me empurrou. Apenas recuou um passo, como se o ar entre nós tivesse se tornado denso demais para respirar.— Então é isso que o senhor chama de erro? — murmurou, a voz baixa, carregada de ironia, os lábios curvados num sorriso quase imperceptível.Virou-se em direção à porta e caminhou com passos lentos, como se tivesse total consciência de que cada movimento seu me mantinha preso. Ao chegar ao vão, olhou por cima do ombro.— Boa tarde, doutor Jones — disse, como se estivesse selando o momento.A porta se fechou atrás dela e o silêncio voltou a dominar a sala. Apoiei as mãos na mesa, inclinando o corpo para frente, tentando recuperar o fôlego que ela tinha arrancado de mim.No centro cirúrgico, minhas mãos nunca tremem. Sempre mantenho o controle absoluto. Mas com ela… tudo é diferente. O controle se desfaz, e no lugar dele surge algo bruto, urgente, impossível de conter.Passei os dedos pelo cabelo
Emma CarterAssim que a porta do meu apartamento se fechou, encostei as costas nela e fiquei parada, como se precisasse de alguns segundos para processar o que tinha acabado de acontecer. Ainda sentia o calor das mãos dele segurando meu rosto, o peso do seu olhar, a quase certeza de que ele ia me beijar… até o elevador voltar a funcionar.Meu corpo inteiro estava em alerta. A respiração curta. O coração batendo rápido demais.Fui direto para o banheiro. Liguei o chuveiro e deixei a água quente escorrer pela pele, tentando acalmar algo que não tinha nada a ver com medo. Era desejo. Cru, urgente, proibido.Fechei os olhos e a lembrança da sua voz grave, do calor do seu corpo tão próximo, me fez morder o lábio. Tentei afastar a imagem, mas ela voltou com mais força. Só saí do chuveiro quando percebi que estava começando a tremer e não era de frio.Escolhi um pijama curto, quase impróprio para ser visto por qualquer vizinho. Um tecido fino, leve, que cobria apenas o necessário. Não era pr
Emma CarterA música vibrava pelo chão, pulsando sob meus pés como se acompanhasse a batida do meu coração. Eu estava de costas para o balcão, os olhos fixos na pista, tentando focar em qualquer coisa que não fosse o homem que havia me tirado do eixo mais cedo naquele dia.— Emma, vou ali. O Caio chegou — avisou Júlia, já indo ao encontro do namorado, com um sorriso animado nos lábios.Assenti, fingindo indiferença, mas por dentro me sentia desprotegida. Estar sozinha ali, com os pensamentos mergulhados no que tinha acontecido, era quase um convite para o caos.Virei de volta para o bar, buscando apoio no balcão de madeira escura. Pedi uma água com gelo, na tentativa frustrada de me refrescar, mas quando levantei os olhos, o mundo pareceu desacelerar.Oliver estava a poucos metros, ele não dizia nada. Só me olhava. Olhar firme, frio, calculado… e ao mesmo tempo, carregado de algo mais. Algo que esquentava meu estômago e deixava minha respiração curta.Seu copo vazio, girava entre os d
Oliver Jones:Passei pela cafeteria, peguei meu café preto, sem açúcar, como sempre. O líquido quente escorreu pela garganta, ajudando a acalmar o resto do corpo que ainda vibrava com a adrenalina.Caminhei até minha sala. Queria uns minutos de silêncio antes da próxima reunião. Mas quando abri a porta, encontrei meu irmão sentado na poltrona de frente para minha mesa.— Até que enfim, hein, doutor? — disse Ryan, erguendo uma sobrancelha, com o sorriso provocativo de sempre.Ele estava à vontade, de terno e gravata soltos, como quem saiu do plantão da delegacia direto pro hospital. Delegado da central de homicídios, dez anos mais novo que eu, e dono de um senso de humor ácido que não combinava com aquele horário.— O que você tá fazendo aqui? — perguntei, apoiando o café na mesa.— Vim te convidar. Hoje à noite tem a inauguração da boate do Kyle. Tá a fim de sair um pouco da rotina ou vai preferir costurar mais uns peitos?Sorri de canto, pronto pra responder, mas não precisei.A port
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