Mundo de ficçãoIniciar sessãoTraída pelo homem que amava. Destruída pela própria irmã. Na noite em que sua vida desmoronou, ela flagrou o homem que jurava amá-la nos braços da pessoa que mais confiava: sua própria irmã. Mas a dor não parou por aí. Acusada, humilhada e expulsa sem piedade pelo poderoso CEO, ela perdeu tudo de uma só vez — o amor, a família… e o lugar que chamava de lar. Sozinha e sem saída, ela carrega um segredo que pode mudar tudo: Ela está grávida. Anos depois, o destino a coloca novamente no caminho dele — o homem que a destruiu. Mas agora, ela não é mais a mesma mulher frágil de antes. E quando um segundo CEO entra em sua vida, frio, dominante e perigosamente interessado nela, uma guerra silenciosa começa. Entre vingança, desejo e segredos, ela se vê presa entre dois homens poderosos — um que a quebrou… e outro que pode consumi-la por completo. Mas existe uma verdade que pode destruir todos: E se o filho que ela esconde for o herdeiro do homem que a traiu… ou a arma perfeita contra ele? Quando a verdade vier à tona… ninguém sairá ileso.
Ler maisO salto alto dela ecoava no mármore enquanto atravessava o corredor.
Cada passo parecia alto demais. Vazio demais. Estranho demais. Aquela casa nunca era silenciosa assim. Sempre tinha algum som: música baixa, o barulho da cidade entrando pelas janelas, ou a voz dele ao telefone, resolvendo coisas enormes como se fosse simples. Mas hoje... Nenhum barulho.. Ela apertou a bolsa contra o corpo, sentindo um aperto estranho no peito. Um pressentimento ruim. Daqueles que fazem o coração acelerar sem motivo e o estômago se revirar. — Amor? — chamou, a voz saindo mais baixa do que queria. Silêncio. Nenhuma resposta. Ela deu mais alguns passos. E então ouviu. Um som. Baixo. Abafado. Ritmado. Um gemido. O corpo dela travou na hora. Não. Não, não, não… Aquilo não podia estar acontecendo. Não ali. Não com ele. O coração disparou, descontrolado, como se quisesse sair pela boca. As mãos começaram a suar, e, mesmo sem querer, ela continuou andando. Passo por passo. Como se estivesse indo direto para o pior momento da vida dela. O som vinha do quarto. Do SEU quarto. Seus dedos começaram a tremer quando segurou a maçaneta da porta, que estava apenas encostada. Por um segundo… Ela quis fugir. Fingir que não ouviu. Fingir que estava tudo bem. Mas não deu. Ela abriu a porta. E tudo… acabou. O mundo simplesmente parou. O ar sumiu. E o coração… Se quebrou em mil pedaços. Na cama… Na SUA cama… Estava ele. O homem que ela amava. O homem que prometeu cuidar dela. O homem que dizia que ela era tudo. E com ele… Sua irmã. Os dois. Juntos. Como se aquilo fosse normal. Como se ela não existisse. — N-não… — a voz saiu fraca, quase inaudível. Mas foi o suficiente. Eles pararam. Ele virou o rosto devagar. Sem pressa. Sem desespero. Sem culpa. Quando os olhos dele encontraram os dela… Só tinha irritação. — O que você está fazendo aqui? — ele disse, sem remosso. Aquilo doeu mais do que qualquer coisa. — O que… eu estou fazendo aqui? — ela repetiu, a voz tremendo. — Essa é a NOSSA casa! A irmã sorriu. Devagar. Provocando. Como se estivesse se divertindo. — Acho que você chegou cedo demais. Sem vergonha. Sem culpa. Sem nada. O estômago dela revirou mais uma vez. Ela olhou pra ele, desesperada. Esperando uma explicação. Qualquer coisa. — Isso é uma brincadeira? — sussurrou. — Diz que isso não tá acontecendo… Silêncio. Então ele suspirou. Como se estivesse cansado. — Já que você viu… não tem mais por que esconder. Ele levantou da cama, tranquilo demais. Como se ela não estivesse ali. Como se não estivesse destruindo ela. — Há quanto tempo…? — ela perguntou, com lágrimas caindo sem controle. Ele deu de ombros. — Isso importa? Aquilo suou como um tapa seco em seu rosto. — Eu sou sua noiva! —dessa vez a voz saiu mais alta. — Eu confiei em você! — E esse foi o seu erro. Ela sentiu o chão sumir. Olhou pra irmã, completamente perdida. — Como você conseguiu fazer isso comigo? A irmã nem se abalou. — Você sempre teve tudo. Já tava na hora de eu pegar alguma coisa também. Alguma coisa. Seu futuro casamento virou apenas “alguma coisa”. — Você é nojenta… — sussurrou. A irmã só sorriu. E ele interrompeu, impaciente: — Chega desse drama. Eu não tenho tempo pra isso. Ela olhou pra ele, sem acreditar. — Drama? Você me traiu com a minha própria irmã! — E daí? E foi ali… Que algo dentro dela morreu. — Eu nunca te amei — ele continuou calmo — Você era conveniente. Cada palavra machucava. — Sua família tinha nome. Era útil. Útil. Ela começou a tremer. — Então… tudo foi mentira? — Não tudo, mas quase tudo. Sem hesitar. Sem peso. O silêncio depois disso foi pior que tudo. Ela olhou ao redor. Aquela casa… Nunca foi dela. — Vai embora — ele disse. — O quê? — Você ouviu. Essa casa não é mais sua. — Você não pode— — Posso, sim. Ele se aproximou, frio. — Ou quer que eu te lembre de quem paga tudo? Ela recuou. — Você não tem nada — ele continuou. — Sem mim, você não é nada. Aquilo destruiu ela de um jeito diferente. Porque… doeu fundo. — Vai embora antes que eu mande te tirarem daqui. E virou as costas. Como se ela fosse ninguém. Como se nunca tivesse sido amada, cuidada... Ela ficou parada. Sem reação. Sem ar. Sem chão. Até que… Uma dor diferente veio. Física. Forte. A mão dela foi direto ao ventre. O atraso. Os exames. O teste. O coração disparou. Não… Não podia ser. Mas era. Uma lágrima caiu. Ela estava grávida. E o pai… Era seu noivo que tinha sido pego com sua irmã na cama. Ela olhou mais uma vez. Os dois rindo. Felizes. Como se nada tivesse acontecido. Mas agora… Agora não era só sobre ela. Ela apertou levemente a barriga. Um instinto novo. Protetor. Ela precisava sair dali. Eles não podiam saber. Ela respirou fundo. Virou as costas. E foi embora. Sem olhar pra trás. Sem falar nada. Sem chorar. Não mais. Quando a porta se fechou… Foi o fim. Mas, no fundo… Ela sabia. Aquilo não era só um fim. Era o começo. E dessa vez… Ela não seria a mesma— O quê?A palavra saiu da boca de Helena antes mesmo que ela conseguisse processar.Enzo continuava olhando para o celular.A expressão dele não mudava.Mas isso só tornava tudo pior.Porque ela já conhecia aquele olhar.Era o mesmo de alguém que tinha acabado de receber uma notícia ruim demais.— O que você quer dizer com desapareceu?A voz dela saiu mais alta agora.Mais nervosa.Enzo ergueu os olhos lentamente.— Ele não está em casa.Não está no escritório.Não atende o telefone.E o carro dele foi encontrado.O coração de Helena disparou.— Encontrado onde?Houve um breve silêncio.Então:— A poucos quilômetros daqui.O ar pareceu sumir da sala.Por um segundo, ninguém falou.Ninguém se mexeu.Porque todos entenderam a mesma coisa.Aquilo não era coincidência.Não podia ser.Helena apertou o pen drive na mão.Com força.Forte o suficiente para os dedos doerem.Porque uma ideia terrível começou a tomar forma.E se Dante tivesse vindo até ali?E se ele soubesse da caixa?E se…Não
Por alguns segundos, Helena achou que estivesse vendo errado.O mundo parecia distante.Abafado.Como se alguém tivesse mergulhado sua cabeça na água.Ela piscou uma vez.Depois outra.Mas a fotografia continuava igual.Dante.O sorriso dele.O mesmo olhar.Mais jovem.Mas inconfundível.As mãos dela começaram a tremer.— Não...A palavra escapou antes que pudesse impedir.O coração batia tão forte que chegava a machucar.Ela olhou novamente para a foto.Tentando encontrar algum erro.Alguma explicação simples.Mas não havia.Era ele.Sem dúvida alguma.O silêncio na sala ficou pesado.Até que o outro homem se aproximou.Quando viu a fotografia, sua expressão mudou imediatamente.— Droga...Helena levantou os olhos.— Você sabia?A pergunta saiu baixa.Mas carregada.Ele demorou alguns segundos para responder.Tempo demais.E isso já dizia muito.— Eu sabia que ele estava ligado a tudo.Mas nunca tinha visto essa foto.O chão pareceu desaparecer sob os pés dela.Porque aquilo mudava t
Helena nunca tinha visto Enzo daquele jeito.Não era raiva.Não era ciúme.Não era aquele controle sufocante que tantas vezes a irritou.Era medo.Medo de verdade.E isso a assustou mais do que qualquer outra coisa.Porque Enzo era o tipo de homem que encarava problemas de frente. O tipo que sempre parecia ter uma solução, mesmo quando tudo estava desmoronando.Mas naquele momento...ele parecia um homem que sabia exatamente o que estava prestes a acontecer.E queria impedir.A qualquer custo.O silêncio dentro da sala ficou pesado.Quase insuportável.Helena olhou para a estante.Depois para Enzo.E então tomou uma decisão.— O que tem dentro da caixa?A pergunta ecoou pelo ambiente.Ninguém respondeu.Nem Enzo.Nem o outro homem.E isso já era uma resposta.O coração dela acelerou.— Chega.A voz saiu firme.Mais firme do que ela própria esperava.— Eu estou cansada de todo mundo esconder coisas de mim.Enzo passou a mão no rosto.Claramente tentando encontrar as palavras certas.Ma
O nome dela ecoou pelo corredor.— Helena!O coração dela disparou tão forte que chegou a doer.Por um instante, ninguém se moveu.A caixa metálica continuava escondida dentro do compartimento aberto na parede.Anos de segredos.Anos de perseguição.Anos de respostas.Tudo estava ali.Mas, naquele momento, Helena não conseguia olhar para outra coisa além da porta.Além da voz.Além dele.Porque, depois de tudo o que tinha descoberto nas últimas horas, ouvir Enzo de novo parecia diferente.Mais pesado.Mais real.Mais perigoso.Os passos se aproximaram rapidamente.Sem hesitação.Sem medo.Como alguém que sabia exatamente o que estava procurando.— Helena!Dessa vez a voz veio mais perto.Logo atrás da porta.O homem ao lado dela reagiu primeiro.Com rapidez.Fechou o compartimento da parede.Empurrou a estante de volta para o lugar.Tudo em poucos segundos.Mas Helena mal prestou atenção.Porque seu coração estava preso em outra coisa.Na lembrança do corredor.Na culpa que tinha vist





Último capítulo