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O Nome Que Ninguém Ousava Enfrentar

O silêncio no quarto não durou muito.

Nunca durava.

Não depois de tudo.

Não quando ele tinha aparecido.

Não quando ele disse aquelas coisas.

Não quando aquele olhar… ainda parecia estar grudado nela.

Helena continuava parada no mesmo lugar.

Sem saber direito o que fazer.

Não sabia em que pensar ou como se sentir.

Seu coração ainda batia rápido demais, como se estivesse tentando acompanhar tudo que tinha acontecido.

Ele voltou.

Ele realmente voltou.

E pior…

Ele não parecia nem um pouco disposto a desistir.

A mão dela foi até o braço.

O mesmo lugar onde ele tinha segurado.

Apertado.

Doído.

Ela fez uma careta leve.

Ainda ardia.

Mas não era isso que mais incomodava.

Era a sensação.

O jeito que ele tocou.

Como se tivesse direito.

Como se ela ainda fosse dele.

Aquilo deu um nó no estômago.

— Você está tremendo.

A voz de Dante cortou o silêncio.

Ela quase se assustou.

Ela tinha esquecido que ele ainda estava ali.

Mas claro que estava.

Ele sempre estava.

Observando.

Quieto.

Percebendo tudo.

Helena respirou fundo, tentando se controlar.

— Eu estou bem.

Mentira.

Muito óbvia, inclusive.

E ela sabia disso.

E ele também.

Dante deu alguns passos na direção dela.

Devagar.

Mas firme.

Os olhos dele estavam atentos.

Como se estivesse analisando cada detalhe.

Cada reação.

— Ele te machucou antes?

A pergunta veio direta.

Sem enrolação.

Sem cuidado.

Ela travou.

Porque responder aquilo…

Era abrir uma porta que ela não queria abrir.

Era admitir coisas que ela tentava ignorar.

— Não importa — disse, desviando o olhar.

— Importa.

O tom dele mudou.

Ficou mais baixo.

Mais sério.

Quase… perigoso.

Ela levantou o olhar devagar.

Cansada.

De tudo.

— Por quê? — perguntou. — Por que você se importa?

Dante ficou em silêncio por alguns segundos.

E aquilo deixou tudo mais tenso.

Como se ele estivesse escolhendo o que falar.

Ou o que esconder.

— Porque homens como ele não aceitam perder.

Um arrepio subiu pela coluna dela.

— Você conhece ele?

Dante não respondeu na hora.

Mas o olhar dele…

Mudou.

Ficou mais frio.

Mais duro.

— Conheço o tipo.

Ela engoliu seco.

— Então você sabe que ele não vai parar.

— Eu sei.

Simples.

Direto.

Sem tentar amenizar.

Sem tentar tranquilizar.

Aquilo só piorou tudo.

— E mesmo assim você está aqui… — ela disse.

Dante inclinou levemente a cabeça.

— Eu não costumo recuar.

Aquilo não soou bonito.

Não soou corajoso.

Soou perigoso.

Antes que ela conseguisse falar mais alguma coisa—

A porta se abriu de novo.

Mas dessa vez…

Foi pior.

Muito pior.

Porque não teve barulho.

Não teve força.

Teve controle.

Dois homens entraram primeiro.

Ternos escuros.

Postura reta.

Olhares sérios.

Seguranças.

E então…

Ele.

Helena sentiu antes mesmo de olhar.

O ar mudou.

Ficou pesado.

Como se o ambiente inteiro tivesse reagido.

Ela levantou o olhar devagar.

E o coração travou.

Era ele.

Mas… diferente.

Mais frio.

Mais distante.

Mais perigoso.

Mas ainda era ele.

Sempre ele.

— Eu não terminei — disse, calmo.

Mas aquela calma…

Era ameaça.

Dante não se mexeu.

Nem um pouco.

Mas algo nele mudou.

Dava pra sentir.

— Eu achei que tinha sido claro — disse Dante, sem olhar pra Helena. — Você não é bem-vindo aqui.

O noivo dela sorriu de leve.

— Engraçado.

Ele deu alguns passos pra frente.

Como se estivesse entrando na própria casa.

— Eu nunca precisei de convite. Ela é MINHA noiva, esqueceu disso?

Os dois se encararam.

E Helena sentiu o ar ficar pesado de novo.

Denso.

Difícil de respirar.

— Chega — ela falou, tentando se manter firme. — Eu não vou voltar com você e eu quero terminar..

O olhar dele caiu nela.

E, por um segundo…

Algo ali brilhou.

Raiva.

Posse.

Alguma coisa errada.

Muito errada.

— Você realmente acha que isso é uma escolha? — ele perguntou.

O corpo dela gelou.

— É a minha vida.

Ele riu baixo e sem graça.

— Não, Helena…

Mais um passo.

Mais perto.

— Você é minha posse.

O coração dela disparou.

— Isso acaba aqui.

— Não acabou pra mim.

Rápido.

Frio.

Cortante.

— Nunca vai acabar, eu assinei um contrato com seus pais, lembra?

O silêncio caiu pesado.

Mas dessa vez…

Dante se moveu.

Deu um passo à frente.

Ficando entre os dois.

Como um bloqueio.

— Então você tem um problema.

A voz dele estava calma.

Mas… perigosa.

Os olhos do noivo dela se estreitaram.

— Eu ainda não sei quem você é.

Dante sorriu de leve.

Quase como se estivesse esperando aquilo.

— Não sabe?

Uma pausa.

— Então deveria se informar melhor.

O noivo não recuou.

Claro que não.

— Nome.

Uma palavra só.

Mas parecia uma ordem.

Dante sustentou o olhar.

E respondeu:

— Dante Moretti.

O impacto foi imediato.

Helena percebeu.

O noivo também.

Porque, pela primeira vez…

Ele ficou em silêncio.

Pouco tempo.

Mas o suficiente.

— Moretti… — repetiu.

Pensando.

E então sorriu.

Mas não era um sorriso bom.

— Então você é ele.

Aquilo fez o coração dela apertar.

— E você… — Dante continuou — ainda não disse seu nome.

O noivo ajeitou o terno.

Como sempre fazia.

Controlado.

Elegante.

— Enzo Vasconcellos.

O nome caiu pesado.

Helena prendeu a respiração.

Porque ela sabia.

Todo mundo sabia.

Enzo não era só rico.

Ele era poderoso.

Influência.

E perigo.

— Agora faz sentido — disse Dante.

— Faz? — Enzo respondeu.

— Faz.

Uma pausa.

— O tipo de homem que acha que pode possuir pessoas.

Os olhos de Enzo escureceram.

— Cuidado.

A voz dele ficou mais baixa.

— Você está falando de algo que não entende.

— Entendo o suficiente.

O clima ficou insuportável.

Parecia que o ar ia explodir.

Helena sentiu o coração bater na garganta.

— Isso não é sobre você — disse Enzo. — É entre mim e ela.

— Não mais.

Direto.

— Você realmente acha que pode se meter nisso?

Dante deu um passo à frente.

Sem medo.

— Eu já me meti.

Silêncio.

Pesado.

Carregado.

Enzo soltou um riso baixo.

— Interessante, então é esse seu tipinho de homem?

Ele olhou pra Helena.

Depois pra Dante.

E algo mudou.

— Vamos ver até onde você vai.

Um arrepio percorreu o corpo dela.

Aquilo não era só ameaça.

Era promessa.

— Porque quando eu quiser… — Enzo continuou — eu acabo com isso.

O ar ficou pesado.

Dante não recuou.

— Tenta.

Duas palavras.

Mas parecia o começo de uma guerra.

Eles se encararam.

Intensos.

Como se já estivessem lutando.

Mesmo sem se encostarem.

Enzo deu um passo pra trás.

Mas o olhar…

Continuava lá.

— Isso não acabou.

Mas dessa vez…

Foi diferente.

Mais sério.

— Nunca acaba — respondeu Dante.

Enzo sorriu.

E saiu.

Os seguranças foram atrás.

A porta se fechou.

Mas o clima…

Ficou.

Helena soltou o ar devagar.

Como se tivesse prendido tudo até agora.

— Ele vai voltar.

— Eu sei.

Ela olhou pra Dante.

— Você também não vai parar… né?

Ele ficou em silêncio.

— Não.

Aquilo fez o peito dela apertar.

— Por quê?

Ele se aproximou.

Devagar.

Sem pressa.

Os olhos dele desceram até o ventre dela.

E voltaram.

Mais intensos.

— Porque agora…

Uma pausa.

— Isso envolve mais do que você imagina.

O coração dela acelerou.

— Do que você está falando?

Silêncio.

Pesado.

— Enzo não voltou só por você.

O mundo travou.

— O que…?

— Ele sabe.

O sangue dela gelou.

— Sabe o quê?

Dante deu mais um passo.

Perto demais.

— Da gravidez.

Tudo parou.

— Isso é impossível…

Mas no fundo…

Ela sabia.

Se alguém podia descobrir…

Era ele.

E isso só significava uma coisa.

Não era só ela que estava em perigo.

Era o bebê também.

E naquele momento…

Ela entendeu.

Aquilo não era mais só sobre ter ela.

Nem sobre traição.

Era guerra.

E dessa vez…

Era de verdade.

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