Helena ficou imóvel.
O ar parecia pesado demais pra entrar nos pulmões.
A lembrança ainda estava ali, viva, atravessando ela como algo recente demais pra ter acontecido anos atrás.
O sangue.
O chão frio.
A voz falhando.
E aquele rosto.
O coração dela batia tão forte que chegava a doer.
— Helena.
A voz ao lado veio distante.
Como se estivesse longe, mesmo estando perto.
Ela não respondeu.
Porque a mente ainda tentava entender o que tinha acabado de ver.
Ou pior:
o que tinha acabado de lembrar.
E