Mundo de ficçãoIniciar sessãoValentina Morales, uma simples estagiária, nunca imaginou que sua vida mudaria para sempre após derramar café no terno do arrogante CEO Luis Fernando Bracho. Frio, poderoso e impiedoso, Luis Fernando a transforma em seu alvo favorito: humilhações diárias e uma tensão insuportável. Até que uma noite de raiva e desejo os une de forma irreversível. Grávida do homem que mais odeia, Valentina foge e esconde o segredo. Dois anos depois, ela retorna com uma filha de 2 anos nos braços. Agora, o bilionário arrogante descobre que tem uma herdeira... e não está disposto a perder nenhuma das duas.
Ler maisValentina observava a filha correr pelo jardim enquanto tomava café. Luis Fernando estava ajoelhado no gramado, deixando Isabella subir em suas costas como se fosse um cavalo. A risada da menina ecoava alto. Era linda. Quase perfeito. Mas Valentina não conseguia relaxar. — Você está pensando demais — disse Luis Fernando mais tarde, quando se aproximou por trás e a abraçou pela cintura. Ele beijou seu ombro nu. — Por que ainda tem essa ruga de preocupação na sua testa? Valentina virou-se nos braços dele. — Porque eu conheço você. Luis Fernando apertou a mandíbula. — Ela é minha filha, Valentina. Eu quero que ela tenha tudo. Por que está tão relutante, hum? — E eu quero que ela tenha uma infância normal, Luis Fernando — rebateu Valentina. — Não quero que nossa filha cresça achando que o mundo inteiro gira em torno do nome Bracho, entende? Luis Fernando segurou o queixo dela, obrigando-a a olhar para ele. — Mas ela é uma Bracho. Quero que mudem para cá hoje mesmo, Va
Valentina acordou com o peso de um braço forte ao redor de sua cintura. Luis Fernando dormia profundamente ao seu lado, o rosto relaxado. Por alguns segundos, permitiu-se observar o homem que havia amado e temido tanto.Ele parecia exausto. As olheiras profundas revelavam noites mal dormidas. Mesmo dormindo, sua mão permanecia possessiva sobre ela, como se tivesse medo de que ela desaparecesse novamente.Valentina tentou se levantar devagar, mas ele apertou o braço.— Não vai embora — murmurou Luis Fernando, ainda de olhos fechados, a voz rouca de sono.— Eu só vou ver Isabella.Ele abriu os olhos verdes, ainda pesados, e a puxou para mais perto, encostando o nariz em seu pescoço.— Fica mais um pouco.Valentina suspirou, mas cedeu. Deixou que ele a abraçasse, sentindo o calor familiar do corpo dele contra o seu. Aquela sensação de pertencimento... era exatamente o que ela temia.— Como você dormiu? — perguntou ele, beijando seu ombro.— Pouco, pois fiquei pensando em como vamos fazer
A luz da tarde entrava pelas janelas enormes da mansão, iluminando o tapete onde Isabella brincava com o cavalinho de madeira antigo. Luis Fernando estava ajoelhado ao lado dela, completamente alheio ao mundo ao redor. Pela primeira vez em anos, o CEO implacável parecia humano.— Olha, papai! Ele corre! — exclamou Isabella, fazendo o brinquedo galopar pelo tapete.Luis Fernando riu, pegou outro cavalinho e começou a brincar com a filha, imitando sons de cascos. Isabella gargalhava, batendo palmas.Valentina observava tudo da porta da sala, com o coração apertado. Ver os dois juntos era ao mesmo tempo a coisa mais bonita e mais aterrorizante da sua vida. Isabella, que sempre perguntava sobre o pai, agora tinha um diante dela.— Ela gosta de você — murmurou Valentina, aproximando-se devagar.Luis Fernando ergueu o olhar. Seus olhos verdes estavam brilhantes, emocionados.— Ela é perfeita — disse ele, a voz embargada. — Tem seus cabelos, mas meus olhos. E esse temperamento... definitivam
Valentina não dormiu aquela noite. Ficou sentada na beira da cama de Isabella, observando a filha dormir tranquilamente com o ursinho apertado contra o peito. Cada respiração da menina era um lembrete do peso da decisão que havia tomado.— Amanhã você vai conhecer seu pai, meu amor — sussurrou ela, acariciando os cachinhos escuros. — E eu não sei se estou pronta para isso.Pela manhã, Valentina vestiu Isabella com cuidado. Escolheu um vestidinho amarelo que a menina adorava, prendeu os cabelos em duas marias-chiquinhas e tentou sorrir quando a filha perguntou:— Aonde vamos, mamãe?— Vamos encontrar uma pessoa muito importante. Alguém que ama você muito, mesmo sem te conhecer ainda.O trajeto até a mansão de Luis Fernando foi silencioso. Isabella olhava pela janela, animada com a aventura, enquanto Valentina lutava contra o pânico que crescia em seu peito. Quando o carro parou em frente aos portões imponentes, ela sentiu o estômago revirar.Luis Fernando esperava na porta principal. V





Último capítulo