Mundo de ficçãoIniciar sessãoValentina Morales, uma simples estagiária, nunca imaginou que sua vida mudaria para sempre após derramar café no terno do arrogante CEO Luis Fernando Bracho. Frio, poderoso e impiedoso, Luis Fernando a transforma em seu alvo favorito: humilhações diárias e uma tensão insuportável. Até que uma noite de raiva e desejo os une de forma irreversível. Grávida do homem que mais odeia, Valentina foge e esconde o segredo. Dois anos depois, ela retorna com uma filha de 2 anos nos braços. Agora, o bilionário arrogante descobre que tem uma herdeira... e não está disposto a perder nenhuma das duas.
Ler maisO sol já queimava forte sobre o Paseo de la Reforma, fazendo o arranha-céu da Grupo Bracho brilhar como uma lâmina de aço cortando o céu. Com quarenta andares de vidro e aço, o edifício era mais do que sede de uma empresa — era o símbolo do império que Luis Fernando Bracho havia construído com mãos de ferro nos últimos cinco anos.
Valentina Morales apertava contra o peito um envelope bege amassado, o coração batendo tão forte que parecia querer sair pela garganta. Aos 24 anos, ela sabia que aquele era muito mais do que um simples primeiro dia de estágio. Era a diferença entre continuar lutando para pagar o tratamento da mãe ou assistir impotente enquanto a doença avançava. — Respira, Valentina... você consegue — murmurou para si mesma, ajustando a blusa branca simples e a saia preta que havia comprado em uma loja de departamentos barata. O sapato de salto baixo já começava a machucar seus pés, mas ela ignorou o desconforto. O saguão era um espetáculo de luxo: piso de mármore italiano, lustres imensos e o logotipo dourado da Grupo Bracho reluzindo na parede principal. Pessoas bem-vestidas caminhavam com confiança, carregando pastas de couro e expressões sérias. Valentina se sentia como um peixe fora d’água. Ela se aproximou dos elevadores executivos, tentando se misturar. As portas de um deles se abriram e ela entrou rapidamente, apertando o botão do décimo segundo andar — Marketing. No último segundo, um homem alto e imponente entrou também. O ar dentro do elevador pareceu rarefeito. Valentina ergueu discretamente o olhar e sentiu um frio na espinha. Era ele. Luis Fernando Bracho. O CEO. O homem cuja foto aparecia em quase todas as revistas de negócios do México. Trinta e dois anos, cabelos negros perfeitamente penteados para trás, maxilar anguloso, olhos verdes penetrantes como esmeraldas afiadas. O terno Armani preto moldava seu corpo atlético, largo nos ombros e estreito na cintura. Ele exalava poder, frieza e uma masculinidade quase sufocante. Ele não olhou para ninguém. Apenas esticou o braço e apertou o botão do último andar com um movimento seco. O elevador começou a subir em silêncio. Valentina segurava o copo de café barato que havia comprado na rua, tentando controlar o tremor das mãos. “Não olhe para ele. Não respire alto demais. Seja invisível”, repetia mentalmente. Mas o destino parecia ter outros planos. O elevador deu um solavanco violento. As luzes piscaram duas vezes. Valentina perdeu o equilíbrio, tropeçando para frente. O copo de café voou de suas mãos e todo o líquido quente atingiu em cheio o peito impecável de Luis Fernando Bracho. — Merda! — rosnou ele, a voz grave, profunda e carregada de fúria. O café escorreu pela camisa branca cara, formando uma grande mancha marrom que se espalhava rapidamente. O cheiro forte invadiu o pequeno espaço. Valentina sentiu o sangue sumir do rosto. Seu corpo inteiro congelou. — Desculpe! Meu Deus, desculpe muito, senhor! Foi um acidente, eu não... — gaguejou ela, desesperada, enfiando a mão na bolsa à procura de lenços de papel. Antes que conseguisse tocar nele, Luis Fernando segurou seu pulso no ar com força. Seus dedos longos e quentes apertaram a pele dela como uma algema de aço. Ele a encarou pela primeira vez, aqueles olhos verdes brilhando com irritação pura. — Quem diabos é você? — perguntou ele, a voz baixa e perigosa, quase um rosnado. Valentina engoliu em seco. O toque dele queimava. — Valentina Morales... sou a nova estagiária do departamento de Marketing, senhor Bracho. Começo hoje. Eu juro que não foi intenção, o elevador... Ele a soltou abruptamente, como se tocar nela o ofendesse. Olhou para a mancha na camisa com desprezo, depois voltou o olhar para ela. Havia algo mais ali agora — não só raiva. Uma curiosidade fria, quase predatória. — Estagiária... — repetiu ele, como se a palavra fosse uma piada de mau gosto. — Primeiro dia e já consegue destruir uma camisa de três mil dólares. Parabéns, senhorita Morales. Você tem talento para causar problemas. Valentina sentiu as bochechas queimarem de vergonha. Lágrimas ameaçavam subir, mas ela as segurou com todas as forças. Não podia chorar na frente dele. Não no primeiro dia. — Eu posso pagar a lavanderia... ou comprar outra, eu... Luis Fernando soltou uma risada curta e sem humor. — Pagar? Com o que? Seu salário de estagiária? — Ele se aproximou um passo, invadindo o espaço pessoal dela. O cheiro dele a envolveu. — Você tem exatamente três minutos para sair da minha frente antes que eu decida que sua carreira nessa empresa termina antes mesmo de começar. As portas do elevador se abriram no último andar com um ding suave. Luis Fernando saiu sem olhar para trás, deixando um rastro de tensão e o eco de seus passos firmes no corredor. Valentina ficou parada dentro do elevador, tremendo da cabeça aos pés. O coração batia tão forte que doía. Quando as portas começaram a fechar, ela esticou a mão rapidamente e saiu no andar de Marketing. Laura Mendoza, uma morena simpática que havia conhecido no processo seletivo, se aproximou correndo ao vê-la pálida. — Valentina? O que aconteceu? Você parece que viu um fantasma! — Pior... — murmurou ela, ainda atordoada. — Acho que acabei de derramar café no diabo em pessoa. Enquanto Laura a levava até a sala dos estagiários, Valentina não conseguia parar de pensar nos olhos verdes frios de Luis Fernando Bracho. Na força daquele aperto no pulso. Na forma como ele a olhou — como se ela fosse um inseto irritante... ou algo que ele queria esmagar. Ela não sabia ainda. Mas aquele encontro desastroso acabara de acender uma faísca que mudaria sua vida para sempre. Uma faísca que, em poucas semanas, se transformaria em um incêndio impossível de controlar.Valentina observava a filha correr pelo jardim enquanto tomava café. Luis Fernando estava ajoelhado no gramado, deixando Isabella subir em suas costas como se fosse um cavalo. A risada da menina ecoava alto. Era linda. Quase perfeito. Mas Valentina não conseguia relaxar. — Você está pensando demais — disse Luis Fernando mais tarde, quando se aproximou por trás e a abraçou pela cintura. Ele beijou seu ombro nu. — Por que ainda tem essa ruga de preocupação na sua testa? Valentina virou-se nos braços dele. — Porque eu conheço você. Luis Fernando apertou a mandíbula. — Ela é minha filha, Valentina. Eu quero que ela tenha tudo. Por que está tão relutante, hum? — E eu quero que ela tenha uma infância normal, Luis Fernando — rebateu Valentina. — Não quero que nossa filha cresça achando que o mundo inteiro gira em torno do nome Bracho, entende? Luis Fernando segurou o queixo dela, obrigando-a a olhar para ele. — Mas ela é uma Bracho. Quero que mudem para cá hoje mesmo, Va
Valentina acordou com o peso de um braço forte ao redor de sua cintura. Luis Fernando dormia profundamente ao seu lado, o rosto relaxado. Por alguns segundos, permitiu-se observar o homem que havia amado e temido tanto.Ele parecia exausto. As olheiras profundas revelavam noites mal dormidas. Mesmo dormindo, sua mão permanecia possessiva sobre ela, como se tivesse medo de que ela desaparecesse novamente.Valentina tentou se levantar devagar, mas ele apertou o braço.— Não vai embora — murmurou Luis Fernando, ainda de olhos fechados, a voz rouca de sono.— Eu só vou ver Isabella.Ele abriu os olhos verdes, ainda pesados, e a puxou para mais perto, encostando o nariz em seu pescoço.— Fica mais um pouco.Valentina suspirou, mas cedeu. Deixou que ele a abraçasse, sentindo o calor familiar do corpo dele contra o seu. Aquela sensação de pertencimento... era exatamente o que ela temia.— Como você dormiu? — perguntou ele, beijando seu ombro.— Pouco, pois fiquei pensando em como vamos fazer
A luz da tarde entrava pelas janelas enormes da mansão, iluminando o tapete onde Isabella brincava com o cavalinho de madeira antigo. Luis Fernando estava ajoelhado ao lado dela, completamente alheio ao mundo ao redor. Pela primeira vez em anos, o CEO implacável parecia humano.— Olha, papai! Ele corre! — exclamou Isabella, fazendo o brinquedo galopar pelo tapete.Luis Fernando riu, pegou outro cavalinho e começou a brincar com a filha, imitando sons de cascos. Isabella gargalhava, batendo palmas.Valentina observava tudo da porta da sala, com o coração apertado. Ver os dois juntos era ao mesmo tempo a coisa mais bonita e mais aterrorizante da sua vida. Isabella, que sempre perguntava sobre o pai, agora tinha um diante dela.— Ela gosta de você — murmurou Valentina, aproximando-se devagar.Luis Fernando ergueu o olhar. Seus olhos verdes estavam brilhantes, emocionados.— Ela é perfeita — disse ele, a voz embargada. — Tem seus cabelos, mas meus olhos. E esse temperamento... definitivam
Valentina não dormiu aquela noite. Ficou sentada na beira da cama de Isabella, observando a filha dormir tranquilamente com o ursinho apertado contra o peito. Cada respiração da menina era um lembrete do peso da decisão que havia tomado.— Amanhã você vai conhecer seu pai, meu amor — sussurrou ela, acariciando os cachinhos escuros. — E eu não sei se estou pronta para isso.Pela manhã, Valentina vestiu Isabella com cuidado. Escolheu um vestidinho amarelo que a menina adorava, prendeu os cabelos em duas marias-chiquinhas e tentou sorrir quando a filha perguntou:— Aonde vamos, mamãe?— Vamos encontrar uma pessoa muito importante. Alguém que ama você muito, mesmo sem te conhecer ainda.O trajeto até a mansão de Luis Fernando foi silencioso. Isabella olhava pela janela, animada com a aventura, enquanto Valentina lutava contra o pânico que crescia em seu peito. Quando o carro parou em frente aos portões imponentes, ela sentiu o estômago revirar.Luis Fernando esperava na porta principal. V





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