Valentina mal conseguia se concentrar nas palavras que Laura dizia enquanto caminhavam pelo corredor do décimo segundo andar. Suas pernas ainda tremiam, e o pulso onde Luis Fernando a havia segurado latejava como se tivesse sido marcado.— Você derramou café nele? No Luis Fernando Bracho? — Laura repetia, os olhos castanhos arregalados de puro choque. — Menina, você tem uma sorte danada de ainda estar viva. Ele já demitiu gente por muito menos.— Eu sei... — murmurou Valentina, sentindo o estômago revirar. — Foi um acidente. O elevador deu um solavanco e... Deus, eu queria sumir.O departamento de Marketing era amplo, moderno, com mesas organizadas em open space e grandes janelas que davam vista para a cidade. Laura a levou até uma mesa no canto, mais simples que as outras.— Essa é a sua por enquanto. O supervisor é o senhor Ramirez. Ele é rígido, mas justo. Só... evita chamar atenção do andar de cima, tá? O Bracho tem olhos em tudo.Valentina assentiu, tentando sorrir. Sentou-se e l
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