Mundo de ficçãoIniciar sessão🌸 Entre Estações Beatriz é uma mulher sonhadora, apaixonada por livros e dona de uma pequena livraria herdada da tia. Sua vida tranquila vira de cabeça para baixo quando Lorenzo Vasconcellos, um empresário frio e poderoso, aparece com um único objetivo: comprar e demolir o local que ela mais ama. Mas o que começa como confronto vira fascínio. Ele carrega cicatrizes do passado. Ela esconde feridas ainda abertas. E entre provocações, olhares intensos, bilhetes deixados na porta e verdades reveladas aos poucos, os dois vão se perdendo um no outro. Em uma história que atravessa estações, cidades, desencontros e recomeços, Beatriz e Lorenzo precisarão decidir: o amor pode resistir quando tudo ao redor parece querer separá-los?
Ler maisO silêncio na sala já não era só tensão. Era dúvida. Daquelas que mudam tudo. Beatriz ainda olhava para a tela, mas sua mente estava longe. Conectando pontos. Revendo tudo. Cada detalhe. Cada ausência. — Ela é uma mulher muito inteligente… — disse Beatriz, finalmente. A voz baixa. Mas firme. Lorenzo e Augusto olharam para ela. Esperando. — Antes… eu estava tão preocupada que nem me perguntei uma coisa. Ela respirou fundo. E continuou: — Se a Helena passou tanto tempo “presa”… sem dar notícias por anos… Uma pausa. Pesada. — Vocês realmente acham que ela não teria dado um jeito de sair? O silêncio caiu na hora. Augusto franziu a testa. — Você está dizendo que ela nunca esteve presa? Beatriz não respondeu imediatamente. Porque agora… ela estava pensando diferente. — Eu estou dizendo… que talvez a gente tenha entendido tudo errado. Lorenzo se aproximou um pouco mais. O olhar atento. — Continua. Beatriz cruzou os braços, organizando as ideias. — A Helena semp
O mapa ainda brilhava na tela. O núcleo antigo. O ponto de origem. O lugar onde tudo começou… e talvez onde Helena estava agora. O silêncio era pesado. Expectativa. Urgência. Impulso. — A gente precisa ir — disse Lorenzo, firme. Augusto assentiu. — Quanto mais tempo a gente demora, pior fica. Beatriz não respondeu. Os olhos ainda fixos na tela. Mas agora… não era emoção. Era cálculo. Ela respirou fundo. Uma vez. Duas. E então— Fechou o notebook. O som foi seco. Definitivo. — Não. O silêncio caiu na mesma hora. — Como assim “não”? — perguntou Lorenzo, sem esconder a tensão. Beatriz levantou o olhar. Calma. Mas firme. — Eu não vou atrás agora. — Beatriz, ela pode estar em perigo — disse Augusto. — Ou não — respondeu ela. Direto. O impacto veio forte. — Você ouviu o que ele disse — continuou Beatriz. — Ela não foi levada. O silêncio ficou mais denso. — Ela foi. Lorenzo passou a mão no rosto. — Isso não significa que ela está segura. Beatriz deu um pa
O silêncio depois da mensagem foi sufocante. “Ela foi mais longe.” As palavras não só ecoavam. Elas… afundavam. Beatriz sentiu as pernas fraquejarem por um segundo, mas se segurou na mesa. — Isso não faz sentido… — murmurou, mais para si do que para os outros. Lorenzo deu um passo à frente. — Faz, sim. Ela olhou para ele, os olhos cheios de tensão. — Não faz! A Helena não faria isso, ela não— — Beatriz. O tom dele foi firme. Mas não duro. — A gente viu o vídeo. O impacto veio como um choque. Ela viu. Ela escolheu. Ou… achou que escolheu. — Ele manipulou ela — disse Augusto. — Não completamente — respondeu Lorenzo. O silêncio caiu. Porque essa diferença… era tudo. Beatriz balançou a cabeça. — Não. Não. Ela começou a andar pelo quarto. Agitada. — A Helena não ia simplesmente seguir alguma coisa sem entender. Ela parou. De repente. E o olhar mudou. — A menos que ela tenha entendido algo que a gente ainda não entendeu. O silêncio ficou mais denso. — Isso é
O quarto parecia menor. Como se as paredes tivessem se aproximado sem ninguém perceber. A tela ainda brilhava no escuro. “Agora… mais perto.” Beatriz sentiu o coração bater forte demais no peito. — Helena…? — chamou de novo, a voz mais baixa. Nenhuma resposta. Lorenzo entrou primeiro, atento a cada detalhe. — Fica atrás de mim. — Não — disse Beatriz, já avançando. Ela conhecia aquele quarto. Cada canto. Cada objeto. Mas agora… nada parecia familiar. O banheiro estava vazio. A janela fechada. Nenhum sinal de saída. — Ela não está aqui — disse Lorenzo. A frase caiu pesada. — Não faz sentido — murmurou Beatriz. — Ela subiu… Augusto apareceu na porta logo depois. — O que aconteceu? — A Helena sumiu — disse Lorenzo, direto. O silêncio foi imediato. — Como assim sumiu? — perguntou Augusto, já tenso. Beatriz apontou para o computador. — Ele está aqui. Augusto olhou para a tela. Leu. E o rosto dele mudou. — Isso não é coincidência. — Não — disse Lorenzo. — É u
Último capítulo