Mundo de ficçãoIniciar sessão🌸 Entre Estações Beatriz é uma mulher sonhadora, apaixonada por livros e dona de uma pequena livraria herdada da tia. Sua vida tranquila vira de cabeça para baixo quando Lorenzo Vasconcellos, um empresário frio e poderoso, aparece com um único objetivo: comprar e demolir o local que ela mais ama. Mas o que começa como confronto vira fascínio. Ele carrega cicatrizes do passado. Ela esconde feridas ainda abertas. E entre provocações, olhares intensos, bilhetes deixados na porta e verdades reveladas aos poucos, os dois vão se perdendo um no outro. Em uma história que atravessa estações, cidades, desencontros e recomeços, Beatriz e Lorenzo precisarão decidir: o amor pode resistir quando tudo ao redor parece querer separá-los?
Ler maisO céu parecia mais escuro do que deveria. Mesmo com o dia ainda presente, nuvens densas cobriam tudo, como se o próprio mundo estivesse reagindo ao que acabara de acontecer. Beatriz não conseguia desviar o olhar do prédio. Sirenas ecoavam. Helicópteros sobrevoavam. Pessoas corriam. E tudo o que ela conseguia pensar era em uma única coisa: Helena ainda estava lá dentro. — A gente precisa voltar — disse, de repente. Lorenzo segurou o braço dela. — Não. — Eu não vou deixar ela! — Você não pode ajudar ela agora — respondeu ele, firme. Beatriz tentou se soltar. — Você não entende! — Eu entendo sim! — ele elevou a voz. — Mas se você voltar, você morre. E tudo o que ela fez… não vai servir pra nada. O silêncio caiu. Pesado. Doloroso. Beatriz fechou os olhos. Respirou fundo. E odiou o fato de ele estar certo. Augusto observava tudo com uma expressão séria. Diferente de antes. Mais preocupado. Mais… humano. — O vazamento foi grande demais — disse ele. — Isso não vai a
O silêncio caiu como uma sentença. As luzes piscavam, os alarmes ecoavam, e mesmo assim… ninguém se movia. Beatriz sentia o coração batendo tão forte que parecia denunciar seus pensamentos. — Alguém aqui… — repetiu ela, quase sem voz. Lorenzo olhou ao redor, tenso. — Helena, você tem certeza? Na tela, Helena não hesitou. — Tenho. Raul deu um passo para trás. — Isso é impossível… Augusto permaneceu imóvel. Calmo demais. E foi isso que fez Beatriz olhar para ele. — Você sabia disso? — perguntou ela. Augusto virou o rosto lentamente. — Não. Mas havia algo na forma como respondeu. Algo que não convenceu. Os técnicos começaram a se agitar. — Estão acessando arquivos internos! — Estão copiando dados! — Não conseguimos bloquear! O caos começava a tomar conta da sala. Lorenzo se aproximou de Beatriz. — A gente precisa sair daqui agora. Mas ela não saiu. Não ainda. — Não antes de saber a verdade. O silêncio entre eles ficou pesado. Perigoso. Raul levantou as mãos,
O corredor parecia não ter fim. As paredes eram de concreto puro, sem janelas, sem qualquer sinal de vida além das luzes frias no teto que piscavam em intervalos irregulares. Beatriz caminhava à frente, o coração acelerado, sentindo que cada passo a levava mais fundo em algo que talvez não tivesse retorno. Lorenzo vinha logo atrás, atento a cada detalhe. Raul, mais atrás, respirava pesado. E Augusto… andava com calma. Como se aquele lugar fosse parte dele. — Onde estamos exatamente? — perguntou Beatriz, sem olhar para trás. Augusto demorou alguns segundos para responder. — No núcleo. Lorenzo franziu a testa. — Núcleo de quê? Augusto olhou para ele de lado. — Do sistema que sua irmã tentou derrubar. O silêncio caiu. Mas não era mais surpresa. Era confirmação. O corredor terminou em uma grande porta de aço. Diferente de tudo que tinham visto até agora. Sem maçaneta. Sem leitor visível. Apenas uma superfície lisa… impenetrável. — E agora? — perguntou Raul. Augusto
A estrada parecia interminável. O carro avançava, mas a mente de Beatriz permanecia presa no armazém… na voz de Helena… na forma como ela disse “ainda não”. — Ela estava nos protegendo — disse Beatriz, quebrando o silêncio. Lorenzo manteve os olhos na estrada. — Ou controlando a situação. Raul, no banco de trás, soltou um suspiro. — Eu não sei mais o que pensar. Beatriz fechou os olhos por um instante. — Eu sei. Os dois olharam para ela. — Ela ainda é minha irmã. O silêncio voltou. Mas dessa vez, havia uma certeza ali. Mesmo com todas as dúvidas. Quando chegaram à livraria, o sol já começava a se pôr. O dia tinha passado… mas parecia que tudo tinha acontecido em poucas horas. Beatriz entrou primeiro. O lugar ainda parecia seguro. Mas agora… ela sabia que isso era uma ilusão. — A gente precisa se preparar — disse ela. Lorenzo fechou a porta. — Preparar pra quê? Beatriz virou-se para ele. — Pra próxima jogada. Raul franziu a testa. — Próxima jogada? — Helena e










Último capítulo