Laços de Sangue o Segredo do Magnata

Laços de Sangue o Segredo do MagnataPT

Romance
Última actualización: 2026-04-23
Tamires Ferreira  Recién actualizado
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Resumen
Índice

No dia do seu quarto aniversário de casamento, Fiorella Malta recebeu um ultimato de divórcio. O motivo? O "primeiro amor" de seu marido Jackie Potter retornou ao país, trazendo uma filha e o desejo de retomar o lugar que um dia foi seu. Sem dramas, Fiorella aceitou. Mas o destino foi cruel: antes da assinatura final, seu filho Ben foi diagnosticado com uma doença grave. O homem que antes brigava pela guarda do menino, ao descobrir a enfermidade, não pensou duas vezes antes de abandoná-los à própria sorte. Enquanto Fiorella luta para reconstruir sua carreira e salvar a vida do filho, o imponente Jean Carlo Vans surge em seu caminho com uma revelação chocante: > Fiorella, seu filho carrega o sangue da família Vans. Permita que ele conheça minha família e eu lhe darei o mundo." O que Fiorella pensava ser fruto de uma doação anônima era, na verdade, a linhagem da família mais poderosa do país. Enquanto seu ex-marido vê seu império ruir e rasteja de volta implorando perdão, Jean Carlo Vans faz uma proposta irrecusável diante de todos: "Case-se comigo. Dê-me mais um herdeiro e metade da fortuna Vans será sua."

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Capítulo 1

capítulo 1

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"Fiorella, vamos nos divorciar."

No jantar à luz de velas do quarto aniversário de casamento, Jackei Potter chegou atrasado e soltou a bomba assim que se sentou à mesa.

Fiorella Malta ficou atônita, olhando para ele incrédula. "Por quê?"

Jackei fez uma pausa antes de responder: "Gabriela voltou. Ela precisa de mim."

"Gabriela Bronjin?" Fiorella franziu o cenho, confusa. "Ela não se casou faz tempo? Já tem dois filhos, como ela poderia..."

O primeiro amor de Jackei, Gabriela Bronjin, havia rompido o relacionamento abruptamente cinco anos atrás e se casado às pressas com um rico empresário que vivia no exterior. Depois do casamento, os dois foram morar na Austrália.

Aquilo era uma ferida que jamais cicatrizaria no coração de Fiorella.

Elas haviam sido colegas na faculdade. Segundo amigos em comum, Gabriela já havia dado à luz seu segundo filho — um menino e uma menina — e o marido era rico. Ela levava uma vida luxuosa e confortável, invejável aos olhos de qualquer pessoa.

Mas por que havia voltado repentinamente ao Brasil? E por que entrou em contato com o ex-namorado, de quem ela mesma havia se separado?

Jackei foi direto ao ponto: "O ex-marido de Gabriela era abusivo e viciado em drogas. Eles se divorciaram há seis meses. O filho ficou com ele, e ela trouxe a filha consigo. Mãe e filha voltaram completamente sozinhas e desamparadas..."

"Seis meses atrás?" Fiorella ficou surpresa, mas logo compreendeu: "Então vocês estão se comunicando em segredo há pelo menos seis meses?"

"Não, a gente só manteve contato. Eu não te traí, você sabe... Não houve nada físico entre nós."

Jackei parecia profundamente envergonhado ao dizer isso.

A maior vergonha de sua vida era justamente não poder ser um homem de verdade.

Fiorella apertou os lábios, incapaz de nomear o que sentia.

Na verdade, sua melhor amiga, Maira Baldi, a aconselhava a pedir o divórcio havia anos.

Porque pouco depois do casamento com Jackei, Fiorella descobriu que o marido era impotente.

Depois de muita insistência, Jackei concordou em fazer um check-up completo no hospital, e os resultados foram piores do que ela imaginava.

Além da disfunção erétil, ele também sofria de azoospermia — era completamente infértil.

Naquela época, a mãe de Jackei estava gravemente doente, e seu único desejo era poder segurar um neto nos braços antes de partir.

Para ser um filho dedicado, Jackei implorou a Fiorella que se submetesse à fertilização in vitro, utilizando esperma de um doador anônimo de um banco de esperma.

Fiorella não conseguia recordar aquele período sem sentir o peso do sofrimento que havia suportado.

---

Os anos passaram num piscar de olhos, e a criança já estava com quase três anos — mas o estado de saúde de Jackei não demonstrava nenhum sinal de melhora.

Maira, que era médica, sabia que aquela condição não tinha cura.

Por isso, havia aconselhado Fiorella várias vezes a reconsiderar aquele casamento.

Afinal, ficar presa a uma vida assim, ainda tão jovem, com tantos anos pela frente, seria uma agonia lenta.

Mas como Jackei sempre se mostrou apegado à família e dedicado a ela e ao filho, Fiorella nunca havia conseguido dar esse passo.

Para a sua total surpresa, foi ele quem mencionou o divórcio primeiro.

Após reviver brevemente os anos de queixas engolidas e resignação silenciosa, Fiorella esboçou um sorriso irônico: "Envolvimento emocional com outra pessoa não conta como traição?"

Jackei não respondeu à pergunta, mas seu olhar era resoluto: "Você pode pedir o divórcio. Pode ficar com a casa, o carro, o dinheiro — até com as ações da empresa, se quiser."

"Não há espaço para negociação?" perguntou Fiorella, com uma calma que ela mesma não reconhecia.

Jackei a observou por um instante, como se tentasse decifrar se ela realmente relutava em se separar. Então, sem a menor cerimônia, disse: "Se você não se importar que eu traga Gabriela e a filha dela para morar conosco, então podemos continuar..."

Antes que ele terminasse a frase, Fiorella se levantou de um salto, pegou a taça de vinho tinto à sua frente e o jogou sobre ele sem hesitar.

"Vamos nos divorciar. Divisão igualitária dos bens — e eu fico com a guarda do Ben."

Jackei parecia completamente humilhado e baixou a cabeça.

Mas ao ouvir aquilo, ergueu o rosto e protestou: "Não tenho objeção quanto aos bens, mas Ben deve ficar comigo."

"Jackei Potter, você não tem vergonha?" A voz de Fiorella tremeu de raiva. "Ben é um filho pelo qual eu arrisquei minha vida para dar à luz!"

A dor e o desgaste da fertilização in vitro eram inesquecíveis. Ela carregaria aquelas cicatrizes para sempre.

Jackei, no entanto, manteve a frieza: "Consultei um advogado. Você é dona de casa em tempo integral, não tem renda própria e não tem condições de criar uma criança sozinha. Além disso, Ben foi concebido por doação de esperma. Dado que eu sou incapaz de ter filhos biologicamente, o tribunal tenderia a me conceder a guarda."

Fiorella o encarou como se olhasse para um estranho.

"Então você se preparou com antecedência, e hoje só veio me comunicar a decisão." Um arrepio percorreu seu corpo. Ela não conseguia acreditar que o homem ao seu lado tivesse tramado tudo isso contra ela.

"Fiorella, você ainda é jovem. Pode se casar de novo depois do divórcio, ter quantos filhos quiser. Mas eu não posso. Ben é o único filho que terei na vida." Jackei começou a se fazer de vítima, apelando para a emoção.

Fiorella não se conteve: "Você realmente não tem limites. Com azoospermia e disfunção erétil, sem nunca ter experimentado a intimidade de um relacionamento — o que exatamente Gabriela enxerga em você?"

---

As palavras ecoaram pela sala, atraindo olhares dos outros clientes do restaurante.

"Acho que ela só está te usando como um caixa eletrônico ambulante", continuou Fiorella, sarcasticamente. "E aceita a sua atenção à filha dela justamente porque sabe que você não pode ter filhos próprios."

"Gabriela não sabe de nada disso", respondeu Jackei com serenidade.

"Ha!" O sorriso debochado de Fiorella se alargou. "Então além de ter me enganado todos esses anos, você também está enganando ela. De repente, me sinto muito melhor."

Jackei, incapaz de manter a compostura, retrucou com raiva contida: "Fiorella, chega! Fomos marido e mulher, eu nunca te tratei mal. Podemos nos separar como adultos. Qual é o sentido de toda essa cena?"

"Tem muito sentido", disse ela, furiosa, sem se importar com quem estava assistindo. "Ben foi concebido por doação de esperma — biologicamente, ele não tem absolutamente nada a ver com você. Se você quer um filho, peça para Gabriela resolver isso. Você está sonhando se pensa que vai ficar com o filho que eu tanto me esforcei para trazer ao mundo."

"Fiorella, se você continuar assim, não terei outra escolha a não ser acionar meu advogado e protocolar o pedido de divórcio", ameaçou Jackei.

"Tudo bem, pode—" Ela estava prestes a aceitar o desafio quando o celular dentro da bolsa começou a tocar.

Ela pegou o aparelho. Era a babá.

"Alô, Dona Rosa..."

"Senhora, o Ben teve um sangramento nasal que não para. Pedi ao motorista que o levasse ao hospital. Por favor, venha o quanto antes com o senhor!"

Fiorella havia planejado aquele jantar a dois justamente por ser o aniversário de casamento deles, deixando Ben em casa aos cuidados da babá.

Ela não esperava que isso fosse acontecer.

O pânico tomou conta dela. Ela se virou para sair: "Certo, já estou indo. Me avise de qualquer novidade."

Ao saber que o filho estava doente, Jackei se levantou de um salto e correu atrás de Fiorella, segurando-a pelo braço.

"O que aconteceu com Ben? O que foi?"

Fiorella, com os olhos marejados, perdeu o controle. Virou-se, pegou a bolsa e a arremessou contra ele. "Vai ficar com sua Gabriela! O bem-estar do meu filho não é mais da sua conta!"

O golpe pegou Jackei de surpresa. Ele recuou desajeitado, resmungando. "Louca, completamente louca."

Fiorella não tinha tempo para mais nada. Descarregou a raiva e foi embora.

---

Ao chegar ao hospital, Dona Rosa veio ao seu encontro e explicou rapidamente o estado da criança.

O coração de Fiorella disparou. Algo dentro dela dizia que aquilo não era simples.

Ela entrou na sala de emergência e viu o filho. O peito apertou como se algo o estivesse rasgando por dentro.

O menino, que estava com quase três anos, tinha manchas de sangue espalhadas pela parte da frente da roupa — uma cena que gelou o sangue de qualquer mãe.

"Mamãe..." Ben abriu os bracinhos e fez aquele gesto tão dele, pedindo colo.

Fiorella foi até ele imediatamente, o abraçou com força e passou a mão pela cabeça pequena: "Meu amor, você ficou com medo? A culpa é da mamãe, eu não deveria ter te deixado sozinho."

Ben a olhou com seus olhos escuros e brilhantes e disse, com uma seriedade engraçada para a sua idade: "Mamãe fica comigo todo dia. Ela também precisa passar um tempinho com o papai, senão o papai vai ficar com ciúme."

Em outro momento, aquelas palavras teriam enchido o coração de Fiorella de gratidão e ternura.

Naquele instante, ela só sentiu o coração se despedaçar.

O marido aparentemente responsável, gentil e dedicado à família era apenas uma fachada cuidadosamente construída.

Ele ainda amava a mulher que o havia abandonado — e aceitaria ser humilhado por ela de bom grado, mal podendo esperar.

Ao ver o filho sorrindo para ela, Fiorella não resistiu. Beijou seu rostinho e o elogiou com um sorriso que escondia toda a dor.

Sem querer se gabar — mas os traços do menino, embora ainda imaturos e em desenvolvimento, já revelavam olhos fundos, nariz bem definido e cabelos escuros e grossos. Dava para imaginar como seria bonito quando crescesse.

Ela havia pensado isso tantas vezes. Se Jackei pudesse ter filhos, nenhum deles seria tão bonito quanto o rapaz à sua frente.

Ela teve sorte de encontrar um doador assim.

---

Depois de concluir a internação, Fiorella acompanhou o filho até o quarto quando o telefone tocou. Era Jackei.

Ela olhou para a tela, não atendeu e desligou.

Mas ele continuou ligando.

Até Ben percebeu que havia algo errado e perguntou se era o papai.

Sem escolha, Fiorella esperou o filho adormecer, saiu do quarto em silêncio e atendeu.

"Alô. O que você quer?" — a voz fria e distante.

Do outro lado, Jackei perguntou ansioso: "Como está o Ben? É resfriado? Febre?"

"Você está tão preocupado, por que não vem ao hospital pessoalmente?" Era uma pena que o filho fosse tão carinhoso com aquele pai.

Jackei começou a gaguejar quando vozes surgiram ao fundo.

Era a voz de uma criança pequena chamando: "Titio."

Fiorella sentiu um aperto no estômago: "Você está com Gabriela, não está?"

"Hum... Gabriela não está se sentindo bem, e a filha dela ficou sem ninguém para cuidar. Vou ao hospital ver o Ben assim que resolver as coisas aqui."

Fiorella desligou sem responder.

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Um nó de raiva e amargura se instalou no peito, causando uma dor física que ela não sabia como nomear.

Ela ainda não conseguia acreditar que o marido que todos admiravam pudesse ter se tornado, da noite para o dia, alguém tão irreconhecível.

Divórcio. Divórcio sem hesitação.

Ela não queria manter aquele casamento miserável nem por mais um segundo.

Podia abrir mão do homem. Mas o filho ficaria com ela — custasse o que custasse.

Se Jackei insistisse em brigar pela guarda de Ben, ela exporia a infertilidade daquele homem para o mundo inteiro.

---

Fiorella passou a noite no hospital com o filho. Jackei não apareceu.

Será que Gabriela havia usado algum truque para mantê-lo lá?

Mas Fiorella não tinha tempo para pensar nisso. Na manhã seguinte, levou Ben de volta ao médico para um exame mais completo.

Logo, alguns resultados começaram a chegar.

"Senhora Malta, os exames laboratoriais mostram um aumento significativo nos glóbulos brancos. Ao microscópio, observamos a presença de células imaturas..."

"Este é um sinal muito preocupante."

O médico a chamou de lado e falou com uma expressão grave.

*Doença no sangue.* Fiorella não entendia bem o que significava "células imaturas", mas ao ouvir "aumento significativo nos glóbulos brancos", sua mente foi imediatamente para o pior.

O médico assentiu lentamente: "Minha suspeita inicial é leucemia. Se desejar uma segunda opinião, recomendo que procure o Hospital Infantil para realizar uma biópsia da medula óssea."

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