Mundo ficciónIniciar sesiónTraída pelo namorado com sua melhor amiga, Emily Carter, uma jovem americana de 21 anos, vê seu mundo desmoronar. Em meio ao caos emocional, ela viaja para passar um tempo sozinha na casa de campo da família do ex, onde conhece Alexander Wolfe, um homem misterioso, sedutor e vinte anos mais velho — que por acaso é tio de seu ex-namorado. Alexander é frio, controlador e perigoso, com cicatrizes que vão além da pele. Ele a provoca, desafia e a faz sentir viva de um jeito que nunca imaginou. Mas à medida que segredos obscuros do passado vêm à tona, Emily se vê presa entre o desejo e o medo, entre o amor e a destruição. Ela deveria fugir dele. Mas talvez já seja tarde demais.
Leer más(Emily)A luz da manhã entrava pelos vidros da janela, pintando o quarto com tons dourados. Eu acordava sentindo uma calma inédita. Ao meu lado, Alexander dormia tranquilo, seu rosto suavizado pelo descanso, sem as marcas das últimas semanas turbulentas. Era um contraste impressionante com o que havíamos passado.Olhei para ele e, pela primeira vez em muito tempo, senti que tudo poderia dar certo. Tudo que importava estava ali, naquela simplicidade silenciosa.Levantei-me devagar, tomando cuidado para não acordá-lo. Caminhei até a varanda do nosso apartamento e respirei fundo. O ar fresco trazia uma sensação de renascimento. Eu precisava processar tudo, entender que finalmente podíamos virar a página.Lembrei de cada batalha que travamos: as brigas, as dúvidas, as mágoas que quase destruíram o que sentíamos. Mas também das pequenas vitórias, dos gestos de carinho, das promessas que resistiram ao tempo e às adversidades.Voltei para o quarto e sentei ao lado dele, observando seus olhos
(Emily)Dois anos se passaram.Os dias agora nasciam mais leves, como se a brisa suave da nova estação tivesse varrido todos os fantasmas do passado. Eu acordava cedo, envolta pelos lençóis de linho branco que Alexander insistiu em comprar quando nos mudamos para a nova casa em Florença. Sim, Florença. A cidade que um dia significou fuga e agora significava lar.A janela do nosso quarto dava para um jardim repleto de lavandas e oliveiras, um refúgio silencioso onde os ponteiros do tempo pareciam se mover com mais gentileza. Era ali que eu encontrava minha paz, com a caneca de café quente entre as mãos e o som suave de Alexander tocando piano na sala ao lado.Muita coisa mudou.Depois de tudo que enfrentamos — os enganos, as traições, os desencontros e, principalmente, as escolhas —, decidimos recomeçar. Não havia mais espaço para meias verdades. Conversamos por horas incontáveis antes de decidir que valia a pena tentar. Que o amor, apesar das cicatrizes, ainda pulsava forte.Naquela m
(Emily)As primeiras luzes da manhã atravessavam as cortinas do quarto como se anunciassem um recomeço. O mundo parecia suspenso no instante exato entre o que fomos e o que ainda podíamos ser. Havia algo de novo no ar, como se a tempestade estivesse finalmente se dissipando. Alexander dormia ao meu lado, os traços relaxados, como há muito tempo eu não via. A respiração ritmada dele era a confirmação de que, de alguma forma, a paz voltava a habitar aquele espaço entre nós.Passei os dedos com leveza por sua barba rala e ele se remexeu, abrindo os olhos devagar. Um sorriso preguiçoso apareceu em seus lábios.— Bom dia, meu caos bonito — ele murmurou, a voz rouca pelo sono.Sorri, encostando minha testa na dele.— Bom dia, meu amor.Não eram apenas palavras. Eram a confissão silenciosa de tudo o que havíamos superado. Estávamos cansados de guerras, de feridas abertas. Agora, tudo o que queríamos era construir.Depois do café, nos reunimos no estúdio com Sofia e Dylan. As coisas tinham mu
(Alexander)O som da chuva tamborilando contra os vidros do carro era o acompasso da minha ansiedade. Estacionei em frente ao prédio de Emily, o motor ainda ligado, mas meu corpo incapaz de sair. O que estava prestes a fazer exigia mais coragem do que qualquer contrato, qualquer ameaça, qualquer guerra que enfrentei. Porque agora se tratava de vulnerabilidade. De abrir o peito e entregar tudo. Sem jogos, sem mentiras.Finalmente desci do carro e, ao subir, fui recebido com um silêncio desconfiado. Emily abriu a porta com aquele olhar atento, olhos que um dia eram abrigo e agora pareciam muralhas. Ela usava um moletom velho e estava com o cabelo preso de qualquer jeito, mas nunca me pareceu mais bonita. Nunca me pareceu mais real.— A gente precisa conversar — falei, e minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia.Ela deu um passo para o lado, permitindo que eu entrasse. Sentei no mesmo sofá onde tantas memórias haviam sido criadas e destruídas. Ela ficou em pé, os braços cruzados.—





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