(Alexander)
O som da chuva tamborilando contra os vidros do carro era o acompasso da minha ansiedade. Estacionei em frente ao prédio de Emily, o motor ainda ligado, mas meu corpo incapaz de sair. O que estava prestes a fazer exigia mais coragem do que qualquer contrato, qualquer ameaça, qualquer guerra que enfrentei. Porque agora se tratava de vulnerabilidade. De abrir o peito e entregar tudo. Sem jogos, sem mentiras.
Finalmente desci do carro e, ao subir, fui recebido com um silêncio desconfia