O céu de Istambul amanhecia num tom acinzentado, um reflexo do meu coração naquele instante. Eu estava sentada no parapeito da varanda do hotel, vestindo apenas a camisa dele, com os joelhos encolhidos contra o peito. O gosto do vinho da noite anterior ainda estava em meus lábios, mas tudo que eu conseguia sentir era o gosto agridoce da dúvida.
Você dormia na cama atrás de mim. Estava exausto, e mesmo no sono, a tensão não saía do seu rosto. Baran Demir, o homem que me arrebatou de uma vida pre