O relógio marcava 3h42 da manhã. O silêncio era cortado apenas pelo som do vento batendo contra as janelas do casarão e pelo meu coração, que parecia querer sair do peito. Estava sentada na poltrona ao lado da lareira apagada, vestindo apenas uma camisa dele e segurando uma xícara de chá que já havia esfriado há muito tempo.
Baran não voltava.
Depois daquela discussão tensa no nosso quarto, ele saiu batendo a porta, com os olhos tomados por um misto de raiva e dor. Não disse para onde ia, não l