O silêncio do quarto era apenas aparente. Por trás das cortinas pesadas e do véu quente da madrugada turca, o som abafado da cidade ainda viva continuava como um sussurro constante. O ar parecia denso, carregado de promessas não ditas e de decisões que pesavam nos ombros de ambos.
Eu estava deitada ao lado dele, minha cabeça sobre seu peito nu, sentindo o ritmo irregular do seu coração. Cada batida parecia carregada de algo mais — medo, desejo, culpa. A ponta dos meus dedos traçava distraidamen