A manhã chegou devagar, tímida por entre as frestas das cortinas pesadas do quarto de hotel onde eu estava hospedada. Meus olhos ardiam, não apenas pelo cansaço, mas pelas lágrimas que haviam secado em minha pele durante a noite. O travesseiro ainda tinha o perfume dele. Da última vez que estivemos juntos. Da última vez em que disse que o amava. Da última vez em que ouvi sua voz dizendo que tudo ficaria bem.
Mas não ficou.
Levantei-me com dificuldade, o corpo doía, não de forma física, mas como