A madrugada mergulhava Istambul em sombras espessas. A cidade, que nunca dormia por completo, sussurrava em meio às luzes distantes, aos carros apressados, aos segredos que deslizavam entre os becos. Eu, no entanto, não ouvia nada. O mundo parecia emudecido pela angústia que crescia dentro do meu peito, cortante como navalha, intensa como febre.
Você não estava em casa.
Depois da explosão no armazém e da noite tensa no hospital, Baran sumiu. E com ele, meu chão. Seus homens não diziam nada. Seu