As luzes da mansão estavam apagadas. O silêncio reinava absoluto, mas dentro de mim, tudo era tempestade. Eu mal conseguia respirar enquanto descia as escadas, os pés descalços roçando no mármore frio, os olhos atentos às sombras. Após tudo o que aconteceu em Izmir, eu não confiava em ninguém — exceto nele.
Mas Demir estava distante. Nos últimos dias, nosso contato se limitava a olhares vazios e toques rápidos. Havia algo escondido atrás da cortina espessa do seu silêncio — e eu estava prestes