24. OH! MALDITO SONHO!
Era uma noite abafada de verão. O calor parecia colar nas paredes da casa e tornar o ar mais denso, quase como se o próprio ambiente soubesse que algo estava para acontecer. Deise, porém, não se importava. Por dentro, o coração estava leve, aquecido pela esperança de um futuro que finalmente se mostrava possível, lhe restava apenas alguns dias e ela acreditava que de alguma forma ficaria livre daquele casamento.
Ela havia jantado cedo, trocado algumas palavras com Maria e, sem esperar por Lucas