23. PLANO DE FUGA
Quando Deise retornou para casa, o relógio marcava pouco mais de oito da noite. O ar estava denso, e antes mesmo de cruzar a porta principal, ela já pressentia que algo não estava certo. Assim que seus pés tocaram o mármore da entrada, a voz de Lucas ecoou pelo salão com uma fúria mal disfarçada.
— Onde você estava?!
A forma como ele falou a fez parar por um instante, mas Deise respirou fundo e respondeu com firmeza, sem demonstrar o menor sinal de medo:
— Desde quando sou sua prisioneira, Luca