25. UMA CHAMA DE ESPERANÇA
O sol mal havia tingido o céu quando Deise abriu os olhos. O quarto estava mergulhado na penumbra — o ventilador girava devagar, empurrando o ar quente de uma madrugada de verão que parecia não ter fim.
Ela reconheceu de imediato a presença de Lucas ao lado: o ritmo da respiração dele denunciava que já estava desperto. Sem trocar uma única palavra, ele se levantou, vestiu-se mecanicamente e desceu para o andar térreo. Deise ouviu o tilintar da louça, as passadas firmes, depois o ruído da porta