61. REENCONTRANDO DEISE
Na manhã seguinte, a cidade ainda acordava sob uma névoa fria quando Miguel e Telles saíram de casa. O céu estava encoberto, refletindo o peso que Miguel carregava no peito. Ele praticamente não havia pregado os olhos. Durante toda a noite, a imagem de Deise desaparecendo diante dele, envolta em mistério e perigo, o perseguira como um fantasma implacável.
No banco do passageiro, Telles observava o amigo com discrição. O silêncio entre eles era denso, quebrado apenas pelo som abafado do motor do