O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar

O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou OdiarPT

Romance
Última actualización: 2026-07-25
Priscila Ozilio   Recién actualizado
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9.89
84 Reseñas
166Capítulos
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Resumen
Índice

Dois anos atrás, um acidente destruiu duas famílias. Emma Anderson estava ao volante no dia em que o destino colidiu com a vida de Damien Knight. Ela perdeu os pais; ele perdeu a esposa. E o pequeno Luca, filho de Damien, perdeu algo precioso: sua voz. Desde a tragédia, Damien construiu um império de gelo e jurou jamais perdoar os responsáveis. Ele só não imaginava que o destino colocaria uma dessas pessoas exatamente sob o seu teto. Desesperada para salvar a vida da irmã e sem alternativas para custear seu tratamento médico, Emma é forçada a aceitar uma proposta implacável: assinar um contrato de servidão disfarçado de emprego. Como babá de Luca, ela deve viver na mansão do homem que tem todos os motivos para odiá-la. O que começou como um contrato assinado sob pressão, torna-se uma teia perigosa. Enquanto o pequeno Luca se agarra a Emma como se reconhecesse nela a cura para seu silêncio, Damien se vê dividido. Ele a deseja com uma intensidade que desafia sua lógica, sem saber que ela é a face do seu maior rancor. Entre cláusulas contratuais, culpas divididas e uma atração proibida, o passado começa a emergir. E quando a verdade vier à tona, Damien terá que escolher: Manter o ódio que o sustenta... Ou aceitar que o amor pode florescer do mesmo solo onde tudo foi destruído.

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Capítulo 1

Capítulo 1 — O Dia Em Que o Céu Caiu

Capítulo 1 — O Dia Em Que o Céu Caiu

Emma Anderson

O mundo não avisa quando vai ruir. Às vezes, ele só dobra na curva errada.

O grito veio antes do metal. Um grito de mulher, tão alto que parecia rasgar o próprio ar. Eu ainda sentia o volante tremendo nas minhas mãos quando a luz branca engoliu tudo. Depois… nada. Veio um silêncio que pesava mais que qualquer barulho.

Pisquei. O cheiro de gasolina queimava a garganta. O airbag me sufocava contra o banco. Ellie chorava atrás de mim, um choro pequeno, engasgado, que partia minha alma no meio.

— Ellie… princesa… calma… calma… — Minha voz saiu rouca, partida. Virei o pescoço devagar; sangue quente escorria da minha testa e pingava no volante.

— Papai? Nenhuma resposta. — Mamãe? — Chamei.

Mamãe estava caída contra a janela, o rosto virado para o lado errado. Papai… papai parecia dormir, mas o sono dele era pesado demais. Ellie gritava mais alto agora.

— Ellie… eu tô indo. — falei tentando acalmá-la. 

Meus pais não acordaram, nem com o choro da minha irmã, nem mesmo com meus movimentos. Abri a porta com dificuldade, desci do banco com as pernas moles, desamarrei a cadeirinha com dedos que não pareciam meus. Puxei minha irmãzinha para o peito. Ela enterrou o rosto no meu pescoço, as mãozinhas agarrando minha blusa como se eu fosse a última coisa sólida do planeta.

— Tá tudo bem, meu amor… a Em tá aqui… a Em tá aqui… — Mentira. Nada estava bem. Mas era tudo que eu tinha para dar a ela.

Saí cambaleando do carro com Ellie nos braços. O asfalto queimava através das solas dos meus tênis. Minha visão escurecia nas bordas.

— Já volto, papai… já volto, mamãe… eu juro…

Uma voz fraca, quase um sopro, veio do outro carro, aquele que estava grudado no nosso como se tivessem se fundido. 

— Por favor… meu filho…

Olhei. Uma mulher loira, presa entre o volante e o painel destruído, me encarava. O vestido claro agora era vermelho. Muito vermelho. Ela segurava a barriga com as duas mãos, como se tentasse manter a vida lá dentro. E no banco de trás, um menininho de uns três anos chorava, preso na cadeirinha, os cabelos loiros grudados no rosto.

Meu coração parou e depois disparou tão forte que doeu. 

— Eu pego ele! Eu pego!

Coloquei Ellie no chão com cuidado. Uma mulher que eu nunca tinha visto na vida já corria na nossa direção. 

— Me dá ela, me dá! — a desconhecida gritou, os olhos arregalados.

Entreguei minha irmã. Ellie se debateu, gritando meu nome. 

— Eu já volto, princesinha, a Em já volta — eu disse para acalmar minha irmã.

Corri para o outro carro. O calor que vinha dali era insuportável. Puxei a porta traseira com as duas mãos; o metal queimou minhas palmas, mas a porta cedeu. Peguei o menino. Ele se agarrou a mim imediatamente, pernas e braços em volta do meu corpo como um macaquinho assustado.

— Tá tudo bem… tá tudo bem, pequeno…

Voltei para a porta da frente. A mulher esticou a mão trêmula e segurou meu pulso. Os olhos dela, verdes, estavam cheios de lágrimas e de uma calma que me aterrorizou.

— Qual… qual é o seu nome, anjo? 

— Emma — minha voz falhou.

Ela sorriu. Um sorriso tão lindo e tão triste que eu nunca vou esquecer enquanto viver.

— Emma… — repetiu, como se estivesse guardando dentro do peito. — Obrigada… por salvar o meu Luca.

— A senhora vai ficar bem — menti, porque era o que as pessoas faziam nessas horas. — Eu vou tirar a senhora daí, eu prometo, eu…

Ela balançou a cabeça devagar. O sangue escorria mais rápido agora.

— Não, meu amor. Meu tempo acabou. — Ela olhou para Luca, que tremia nos meus braços. — Mas o dele não. Leva ele. Corre. Vive por ele. Ama por mim.

Lágrimas quentes queimaram meu rosto. Eram palavras difíceis de se ouvir vinda de alguém que estava partindo. 

— Eu volto! Eu juro que volto pra buscar a senhora e meus pais…

— Emma — ela apertou minha mão com uma força que não parecia possível. — Escuta uma mãe que está morrendo: salva meu filho. É o único pedido que eu tenho no mundo.

Um homem gritou ao longe:

— ÓLEO VAZANDO! VAI EXPLODIR, CORRE!

Olhei para trás. Meu pai… meu pai tinha aberto os olhos. Só um segundo. Ele me viu. Moveu os lábios com sacrifício. 

— Corre, filha. Corre, minha menina, e cuida da Ellie.

— Pai! — berrei de volta.

A mulher apertou minha mão uma última vez. 

— Eu vou voltar, senhora… — minha voz saiu em um fio.

— Clara — ela me disse seu nome, as lágrimas agora escorrendo em enxurrada por seu rosto. — Vá, Emma. Vá e não olhe para trás. Faça desse dia o começo de uma história linda para vocês três.

— Nós três? — perguntei, confusa, e ela olhou para minha irmã, que me gritava atrás de mim no colo da estranha.

Ouvi o barulho das sirenes ao longe, a ajuda estava chegando. Luca se apertou mais ainda em mim. E foi aí que a primeira explosão veio.

— CORRE, EMMA!!! — meu pai gritou em prantos. 

— Vai, querida — Clara me disse. — Salve a vida de vocês!!

Eu não conseguia falar. Só balancei a cabeça, engasgada. Ela soltou minha mão devagar, como quem entrega o bem mais precioso do universo.

Olhei para meu pai… 

— Papai… — sussurrei. 

— Seja feliz, minha princesa, o papai te ama.

Meu corpo quis ceder, a vontade de ir até ele me corroendo por dentro. 

— VAI EXPLODIR!!!

Foi a última coisa que ouvi, e então eu… corri. Corri com Luca agarrado ao meu peito e Ellie gritando meu nome a poucos metros. Corri enquanto o chão tremia. Corri enquanto o ar ficava quente demais, pesado demais.

E então… O mundo explodiu atrás de mim.

Uma onda de calor me jogou para frente. Caí de joelhos no asfalto, protegendo Luca com o corpo. O estrondo foi tão forte que meus ouvidos sangraram. Quando levantei a cabeça, o céu estava laranja. E tudo que eu amava… Tinha virado fogo.

— Mamãe… Papai… — sussurrei e apaguei.

Acordei de repente, puxando o ar com força, como se ainda estivesse presa no meio da fumaça. Meu coração batia tão rápido que doía. Minhas mãos ainda tentavam segurar Luca e Ellie, mesmo que eles não estivessem ali. 

Dois anos.

Dois anos e aquele maldito dia continuava preso dentro de mim como estilhaço. Eu podia jurar que ainda sentia o cheiro da gasolina, do fogo, do mundo caindo.

Fechei os olhos por um segundo, tentando lembrar onde eu estava. Meu quarto. A cama torta. A respiração quente ao meu lado.

Ellie.

Virei rápido demais e meu coração quase parou quando toquei a pele dela. Ardente. Queimando com a febre alta. A testa brilhando de suor. O corpinho inquieto, respirando curto.

Não. Não agora.

Senti meu estômago despencar. Hoje era o dia da entrevista. A única chance que eu tinha de, talvez, tirar a gente daquela espiral miserável. E eu não tinha dinheiro sobrando. Nem para o remédio. Nem para um médico. Nem para faltar.

Engoli o desespero, mas ele ficou preso na garganta, raspando.

"Ellie… pequena… aguenta um pouco, por favor", murmurei, afastando os fios grudados na testa dela.

Meu coração bateu torto. A mesma sensação de dois anos atrás, antes do mundo explodir. A diferença é que, dessa vez, eu não podia correr. Eu tinha que decidir. E o tempo, cruel como sempre, já não estava do meu lado.

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84 Reseñas · 84 bookdes.reviews
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Sabrina Tatiane
Livro maravilhoso, amo cada capítulo, adoro todos os personagens e recomendo a quem estiver em dúvidas.
2026-07-18 08:01:31
5
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Sabrina Tatiane
Chega beirar o ridículo a pessoa dar nota baixa no livro, porque ele está em andamento e porque a bonita não gosta de livros longos. Jesus me abana kkkkkkkk
2026-07-18 08:00:42
5
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Erika Amano
Infeliz dessas pessoas q só querem causar! Fazem questão de serem inconvenientes, normal/te são pessoas q reclamam de tudo, infeliz consigo mesma, ñ acrescenta nada útil, ñ são capazes de trazer nada de bom pra ninguém, pq ñ existe isso dentro dela, só escuridão! Caga pra ela, Pri!
2026-07-17 19:04:52
6
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Jéssica Assis
Aí gente se não gosta de livro grande e de história em andamento é só procurar os completos, que por sinal a Pri tem vários completos, só acho desnecessário avaliar mal o livro por causa disso, mas garanto que todos os livros que li dela são maravilhosos, viciantes e a vontade que dá é que não acabe
2026-07-17 07:28:42
5
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Ana Catarina
Amo livros que se passam em outros países, !
2026-07-10 09:58:36
3
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andreiakendzierski
Livro maravilhoso.
2026-06-28 06:03:50
3
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Sheila Coppola
O livro é lindo! Estou amando! Perguntinha para autora: Ele será muito longo? Por mais que eu ame um livro, não tenho muito mais paciência para roteiros extensos e acabo abandonando.
2026-06-25 09:45:44
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Ana Carla Moreira
Adorando a leitura!!
2026-06-25 08:28:01
2
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Mára Castro
Estou amando esse livro... Recomendo muito pessoal......
2026-06-25 06:40:18
1
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Giullie Oliveira
Livro maravilhoso e envolvente, você se apaixona pelo CEO de gelo. depois que começa você não consegue mais parar. Pri é uma escritora maravilhosa, e todos seus livros são maravilhosos
2026-06-25 05:36:48
1
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Luciana Penha Ribeiro Gonçalves
Estou amando esse livro, construção dos personagens excepcional; Pri sua cabecinha é mágica ...... mas mulher não pega pesado não, essas cobras precisam ser pegas pelo pescoço e rapidinho ...🫣
2026-06-24 21:48:05
1
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Dinora
Adoroooo! Como todos os seus livros Pri, esse é perfeito
2026-06-21 22:13:44
2
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Merce Cassioti
estou adorando esperando novos capítulos
2026-06-15 17:58:29
3
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Monique Trindade
Eu tô amando... Esperando novos capítulos!!!
2026-06-12 09:30:18
3
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Priscila Silva
Que maravilha de livro Pri, aliás todos os seus livros são perfeitos, leem sem medos meninas vocês também vão amar o mundo fantástico da Pri.
2026-06-11 04:36:11
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166 chapters
Capítulo 1 — O Dia Em Que o Céu Caiu
Capítulo 2 — A Porta Que Se Abre
Capítulo 3 — Olhos Que Congelam
Capítulo 4 — Fissuras no Gelo
Capítulo 5 — O Peso das Promessas
Capítulo 6 — O Preço do Controle
Capítulo 7 — Território Inimigo
Capítulo 8 — A Jaula de Ouro
Capítulo 9 — O Santuário de Gelo
Capítulo 10 — O Limiar da Verdade
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