Mundo de ficçãoIniciar sessãoAria Blake nunca foi como as outras. Enquanto muitas aguardam sua transformação com medo… ela espera com ambição. Criada para ser uma Luna forte, independente e impossível de ignorar, Aria sempre soube exatamente o que queria — e ela nunca desiste. Principalmente quando se trata dele. Kael Draven, o imperador alfa. Frio, poderoso e inalcançável, o homem que governa os maiores territórios com punho de ferro… e que nunca olhou para ela da forma que deveria. Mas diferente das outras histórias, Aria não é fraca. Ela não foge. E muito menos aceita ser ignorada. Ela o quer. E vai fazer com que ele a queira também. Na noite de sua transformação, forças antigas despertam e segredos começam a surgir. E no meio do caos, uma coisa se torna clara: Aria Blake não nasceu para implorar por um lugar ao lado do imperador… Ela nasceu para fazê-lo se ajoelhar. 🔥 E Kael Draven está prestes a descobrir que a única mulher que ele ignorou… será a única que ele nunca conseguirá esquecer.
Ler maisA noite havia chegado silenciosa demais. Aria Blake percebeu isso antes mesmo de sair do quarto. Havia algo no ar… uma quietude diferente, como se o próprio território estivesse prendendo a respiração.
Ela caminhou pelos corredores do castelo sem pressa, os passos leves ecoando suavemente no mármore. Conhecia aquele lugar melhor do que qualquer um, cada curva, cada porta, cada sombra. Ainda assim, naquela noite, tudo parecia diferente. Talvez fosse apenas sua mente… ou talvez não.
Quando alcançou a varanda, o vento frio tocou seu rosto de imediato, afastando alguns fios dourados do seu cabelo. Ela respirou fundo, deixando o ar noturno preencher seus pulmões enquanto seus olhos se erguiam para o céu. A lua cheia dominava tudo, impossível de ignorar.
Aria apoiou as mãos na pedra fria da sacada, observando o horizonte escuro que separava seu território dos demais. Cresceu olhando para aquela mesma paisagem, sempre consciente do que existia além dela. Outros alfas. Outros territórios. Outros perigos. E ele.
Um leve sorriso surgiu em seus lábios, quase automático.
Kael Draven.
Ela não precisava vê-lo para lembrar. O nome dele já carregava peso suficiente. Desde pequena, Aria ouvia histórias sobre o imperador alfa — suas conquistas, sua força, sua forma implacável de governar. No começo, era apenas admiração. Com o tempo… deixou de ser só isso.
Seus dedos apertaram levemente a borda da sacada. Ele a conhecia. Claro que conhecia. Filha de um alfa de território vizinho, presente em reuniões e encontros importantes… ela sempre esteve ali. E, ainda assim, nunca foi realmente vista.
Aria soltou um pequeno suspiro, mais impaciente do que triste. Aquilo nunca a abalou de verdade. Só a irritava.
— Pensativa demais para alguém que deveria estar descansando.
A voz de seu pai surgiu atrás dela, firme como sempre. Aria virou o rosto apenas o suficiente para olhá-lo por cima do ombro.
— Se eu tentasse dormir, só ficaria olhando para o teto.
Ele se aproximou alguns passos, mantendo a postura rígida. Não havia preocupação em seu olhar, apenas atenção calculada.
— Sua transformação está próxima. Evite desgastes desnecessários.
Aria conteve um sorriso de canto. — Eu estou bem preparada.
Não era arrogância. Era um fato.
Ele a observou por alguns segundos, como se ponderasse algo, mas no fim apenas assentiu antes de se afastar, sem dizer mais nada. Aria voltou seu olhar para a noite assim que ele desapareceu. Aquela troca breve já era mais do que costumava acontecer entre eles.
Por alguns minutos, ela permaneceu ali, em silêncio, apenas respirando, sentindo o vento e ouvindo os sons distantes do território. Até que algo mudou.
Foi sutil no início. Uma sensação estranha começou a se formar em seu peito, um leve calor, quase imperceptível. Aria franziu o cenho, endireitando o corpo e levando a mão ao centro do peito, pressionando levemente.
Aquilo não era dor. Mas também não era comum.
Ela fechou os olhos por um instante, respirando fundo enquanto tentava entender. Seu coração batia um pouco mais rápido, seus sentidos pareciam mais atentos… como se algo dentro dela estivesse despertando devagar.
Um começo.
Aria abriu os olhos novamente, agora mais concentrada.
— Então é assim…
Não havia medo em sua voz, apenas curiosidade.
Se fosse aquilo que ela estava esperando, fazia sentido. Sua transformação não viria de uma vez. Viria aos poucos, ocupando espaço, se tornando impossível de ignorar.
Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. Ela estava pronta. Sempre esteve.
Seus pensamentos voltaram para ele mais uma vez. Kael Draven.
Dessa vez, porém, não havia frustração. Apenas certeza.
Aria inclinou levemente a cabeça, olhando na direção do território vizinho, mesmo sabendo que não conseguiria ver nada além da escuridão.
— Você pode continuar me ignorando por enquanto… — murmurou, o olhar firme. — Mas não por muito tempo.
O vento soprou mais forte naquele instante, como se levasse suas palavras.
E Aria permaneceu ali, sob a luz da lua, completamente imóvel… mas diferente.
Algo dentro dela havia começado.
E, dessa vez, não havia volta.
O dia amanheceu com uma tranquilidade que não se refletia dentro de Aria. A luz atravessava as cortinas de forma suave, desenhando linhas claras pelo quarto, mas havia uma inquietação constante sob a pele dela, como se seu corpo estivesse reagindo a algo que ainda não conseguia nomear. Não era cansaço nem ansiedade comum, e também não era exatamente medo; era uma sensação mais profunda, quase instintiva, que parecia nascer de um lugar mais antigo dentro dela, como se sua própria natureza estivesse tentando chamar sua atenção.Ela permaneceu alguns instantes deitada, observando o teto enquanto organizava os pensamentos, mas percebeu rapidamente que ignorar aquilo não faria desaparecer. Ao contrário, quanto mais tentava racionalizar, mais clara a sensação se tornava. Havia algo diferente em seu interior, algo que não estava ali antes com tanta intensidade. Quando finalmente se sentou, passou a mão pelos cabelos e respirou fundo, buscando estabilidade, mas encontrou outra coisa no lugar:
O território imperial nunca pareceu tão silencioso.Não por falta de movimento, mas pelo tipo de expectativa que tomava conta do lugar. Guardas estavam posicionados com mais rigor ao redor da propriedade, membros do conselho circulavam com atenção redobrada e até os servos se moviam com mais cautela, como se qualquer detalhe fora do lugar pudesse ser notado. Não era apenas a chegada de visitantes, era o início de algo que afetaria diretamente o futuro do império.Kael observava tudo de uma das varandas superiores da casa, mantendo a postura firme enquanto seus olhos percorriam o pátio principal onde tudo aconteceria. Ele já havia recebido relatórios, já sabia quem viria, de quais territórios e o que cada uma representava politicamente, mas nada daquilo realmente despertava interesse. Para ele, aquilo ainda era apenas uma formalidade necessária para conter o conselho, um processo que precisava existir, mas que não mudava sua posição.Ainda assim, ele estava ali.Assistindo.O primeiro
A notícia se espalhou antes mesmo de qualquer anúncio oficial, como sempre acontecia quando decisões importantes eram tomadas entre alcateias. Na manhã seguinte à festa, o território já parecia diferente, não por mudanças visíveis, mas pela forma como as pessoas se comportavam, pelos olhares trocados e pelas conversas mais baixas do que o normal. Aria percebeu isso no momento em que entrou no salão principal e encontrou todos mais atentos, mais interessados, como se algo estivesse prestes a alterar o equilíbrio entre eles.Ela não precisou ouvir muito para entender. Bastaram algumas frases soltas, nomes mencionados com cuidado e o tom das vozes para que tudo se encaixasse. Cinco possíveis Lunas seriam levadas ao território imperial, escolhidas entre as alcateias mais fortes, avaliadas não apenas pela força, mas pela capacidade de liderança, postura e, principalmente, pela forma como se encaixariam ao lado do imperador. Não era apenas uma escolha pessoal, era uma decisão política que a
A noite já havia avançado quando o salão começou a esvaziar, mas a cena ainda permanecia na mente de Kael com uma clareza incômoda. Ele havia voltado para a área mais reservada da casa principal pouco depois, afastando-se das conversas vazias e das tentativas previsíveis de aproximação, mas, mesmo em silêncio, algo não se dissipava com a mesma facilidade de sempre.Kael apoiou as mãos sobre a mesa de madeira escura, observando distraidamente os relatórios que havia ignorado mais cedo. Sua mente, normalmente precisa, insistia em retornar a detalhes que não deveriam importar: a forma como Aria o puxou sem hesitação, o olhar firme, a ausência completa de receio… e, acima de tudo, aquele breve momento em que sua loba havia se manifestado.Aquilo não era comum.Ele soltou um leve suspiro, afastando o pensamento com a mesma frieza de sempre.A porta se abriu sem cerimônia, interrompendo o silêncio controlado do ambiente. Kael não precisou olhar para saber quem entrava.— Então… — a voz do i
Último capítulo