Mundo de ficçãoIniciar sessãoVim passar o verão. Queria descansar. Ficar um tempo com minha melhor amiga. Não cair nos braços do pai dela. Mas no momento em que o Alfa Damon me olhou, eu soube que estava perdida. Ele não me viu como uma hóspede. Ele me viu como dele. Para controlar. Para destruir. Para marcar. Agora, não consigo respirar sem pensar nele. Não consigo dormir sem sentir as marcas que ele deixou na minha pele. Ele não me esconde mais. Ele quer que o mundo saiba: eu sou dele. Eu era inocente. Eu era dela. Agora, pertenço ao homem que jamais deveria ter me tocado.
Ler mais— Porra, gatinha — Rosnei, a mão se enroscando no cabelo dela. — Você sabe exatamente o que tá fazendo. Olha pra você, aí de joelhos, me fazendo perder o juízo. Quer brincar? Então faz direito. Me adora. Não para até eu mandar.— Porra — Rugí, a voz já tremendo de tão duro que eu estava. A mão foi direto pro cabelo dela, puxando a cabeça pra trás só pra ver aquele sorriso perverso nos lábios. — Abre essa porra de boca.Ela obedeceu. Os lábios se abriram como se estivesse esperando por essa ordem a noite inteira. Quando a língua dela deslizou da base até a ponta inchada, eu quase dobrei o corpo.— CARALHO! PORRA! — Gritei, quando a cabeça do meu pau passou pelos lábios dela.— Pela Deusa, gatinha — Arfei, a voz se partindo enquanto os lábios dela se sujavam de saliva e pré-gozo. — Você é minha. Minha putinha imunda de joelhos.— Mais rápido — Lati, a voz quebrando num rosnado. — Porra… mais rápido!Agarrei um punhado do cabelo dela e puxei, tratando-a como se fosse só meu brinquedo, gui
~Damon~Chegamos ao nosso quarto com aquele tipo de vitória silenciosa que só se conquista depois de sobreviver a um campo de batalha com quatro filhotes.A porta se fechou atrás de nós com um clique, e, pela primeira vez no dia, a casa voltou a parecer nossa.Sem choro. Sem uivo. Sem rebeliões por camisa.Lyra se encostou na cômoda, o cabelo escorrendo pelos ombros, um sorriso de canto nos lábios, daquele tipo que já carrega malícia antes mesmo das palavras. Bateu o dedo no tampo de madeira, os olhos me seguindo como se eu fosse presa.— Então — Disse ela, voz baixa e perigosa —, como exatamente o Daddy vai me ajudar a me arrumar?Tirei o paletó e joguei na cadeira, caminhando na direção dela como se o quarto tivesse encolhido até caber só no espaço entre nós dois.— Primeiro — falei, deixando a voz cair de tom — Daddy vai escolher o que você vai vestir. Porque se eu deixar você sozinha, vai acabar saindo com algo que faça todos os homens do restaurante esquecerem o nome das próprias
Os olhos dela se arregalaram como se eu tivesse acabado de oferecer a lua.— Um encontro?Franzi a testa, ofendido com a descrença.— Não fala como se eu estivesse te pedindo pra lutar numa guerra. É só um jantar, gatinha. Veste um vestido.Os lábios dela se curvaram devagar, perigosos, naquele tipo de sorriso que me deixa desconfiado toda maldita vez. Ela me percorreu com o olhar, lenta de propósito, e inclinou a cabeça.— Hmm, daddy— ronronou ela, a voz provocante, doce demais pra não ser uma armadilha. — E o que exatamente você tem em mente pra esse encontro?Congelei. O cérebro entrou em curto, porque eu conhecia aquele tom. Conhecia aquela mulher. Quando a Lyra me chama de daddy com aquele olhar, não é seguro. Nunca é.— Jantar — falei, seco, tentando soar como um Alfa no controle da situação. — Vamos jantar como pessoas normais. Em público. Com outros seres humanos ao redor. Você vai sentar na minha frente e comer uma comida que não foi requentada cinco vezes no micro-ondas. É is
~Damon~Um ano e meio depoisO sol nem tinha nascido ainda, e eu já sentia nos ossos: minha casa virou zona de guerra. Você aprende a reconhecer os sinais quando vive com quatro filhotes e uma esposa que conseguiria convencer até um santo a cometer um assassinato.Tudo começou com a voz da Lyra ecoando pelo corredor — aquele tom doce, falsamente paciente, que ela só usava quando estava a cinco segundos de arrancar o pescoço de alguém.Depois veio o grito do bebê. Um daqueles agudos o bastante pra me fazer estremecer, e forte o suficiente pra toda a alcateia ouvir ecoando pelas malditas paredes.Empurrei a porta do quarto das crianças e fui recebido pelo caos puro. Não um caos pequeno. Não daqueles que você ri e supera. Era destruição em escala total — corpos minúsculos em rebelião, brinquedos no chão parecendo minas terrestres, e no centro de tudo estava ele: meu pequeno e teimoso rebento demoníaco, Leo.Ele não estava de roupa. Claro que não. Ele estava com a minha camisa. Minha cami
A cabeça grossa dele pressionou pra dentro e o ar fugiu dos meus pulmões. O corpo inteiro se arqueou, a boca despejando palavrões que eu nem sabia que conhecia.— Porra! Pela Deusa, Damon, eu não consigo...— Consegue — Rosnou ele, me puxando com mais força, me fazendo descer centímetro por centímetro. — Me recebe inteira. Cada. Maldito. Centímetro.Minhas unhas se cravaram nos ombros dele, meus gritos ricocheteando pelas paredes. As coxas tremiam, o centro do meu corpo se esticava, queimava, se abria demais, e pela Deusa... eu me senti tão cheia que achei que ia me partir ao meio.— Damon... — Arfei, a voz aguda, suja, desesperada. — Você é demais! Grande demais! Eu não consigo respirar, não consigo pensar, eu não consigo...— Você não precisa pensar. — A mão dele bateu na minha lombar, me forçando pra baixo até eu sentar inteira, completamente, engasgando com o quanto ele me preenchia. A voz caiu num rosnado que vibrou direto nos meus ossos. — Só precisa gemer pra mim.E pela Deusa,
~Lyra~Minha garganta secou. O corpo inteiro secou. Quer dizer, não. Não exatamente. Porque entre as minhas pernas acontecia o oposto... o calor correu tão rápido que eu quase jurei que se espalhou pelos lençóis.A mão de Damon envolvia o próprio corpo como se ele fosse dono do mundo, como se fosse o único homem que valia a pena existir. E eu mal conseguia respirar sem sentir isso me atravessar.— Pela Deusa. — Sussurrei, incapaz de desviar o olhar. Meus olhos não se moviam. Não conseguiam. Ficaram presos naquela extensão grossa e marcada por veias, o polegar dele deslizando devagar pela ponta, espalhando aquela gota de gozo, enquanto as tatuagens se contraíam no braço a cada movimento da mão.Meu marido. Meu Alfa. Meu monstro.E tudo em que eu conseguia pensar era: como diabos eu ia montar aquilo?— Você tá encarando, gatinha.— Você sentiu falta. Admite.Balancei a cabeça tão rápido que o cabelo chicoteou o rosto, mas minha boca me traiu de novo.— Senti. Senti tanta falta que doeu.
Último capítulo