O trajeto de volta da festa aconteceu sob um silêncio espesso. Dentro do carro, Isadora mantinha o rosto virado para a janela, tentando controlar a respiração e a vontade de sumir. Matteo, ao lado, estava calado, mas inquieto. O motor ronronava baixo, abafando o desconforto no ar.
— Está com fome? — ele perguntou, finalmente. — Não comeu nada.
Isadora virou o rosto devagar, os olhos cansados, feridos.
— Agora se preocupa? — disse, sem levantar a voz, mas com uma ironia tão afiada que o ar parec