Não sei quanto tempo se passou. Horas. O quarto estava mergulhado naquela penumbra azulada da madrugada, onde o silêncio é mais pesado.
Eu não acordei com um barulho. Acordei com uma presença.
Senti o colchão afundar suavemente atrás de mim. O calor irradiou antes mesmo do toque, uma gravidade que puxava meu corpo adormecido em direção a ele.
Peter estava lá.
Eu não abri os olhos imediatamente. Eu apenas respirei, sentindo o cheiro dele — o sândalo agora misturado com o cheiro natural da pel