As paredes do estúdio eram minhas. Mas a tela era dele.
Fazia vinte e quatro horas que Peter havia me dado a ordem surreal: pintar a Ordem, a Geometria, o seu Poder. E me ameaçado com o cancelamento da visita à minha mãe caso eu falhasse.
Eu estava parada diante da tela branca. Eu odiava o comando. Odiava a pressão do prazo. Mas acima de tudo, eu odiava o fato de que a ideia dele era irresistível. Pintar a estrutura fria de um império era um desafio que a artista em mim não podia ignorar.
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