"Pinte a sua rendição."
A ordem dele ficou vibrando no ar condicionado perfeito do estúdio, misturando-se ao cheiro inebriante de terebintina e óleo de linhaça.
Eu olhei para a tela em branco. Ela era alta, intimidante, um retângulo de vazio esperando para ser preenchido. Depois olhei para minhas mãos. Elas tremiam. Não de frio, mas de uma sobrecarga sensorial. O alívio pela minha mãe, o ódio pelo contrato, o desejo sujo por ele... era barulho demais na minha cabeça.
— Você quer que eu pinte