A manhã em Lisboa começou com uma luz limpa, dessas que fazem as fachadas das casas parecerem mais vivas. Helena acordou antes dos pais. Silenciosa, desceu as escadas e preparou o próprio café. O cheiro do pão aquecido na torradeira misturava-se ao das plantas do quintal recém-regadas.
Ela se sentia diferente.
Menos em ruínas.
Talvez ainda não inteira, mas finalmente com vontade de se reunir.
Sentou-se na varanda da frente com a caneca de café entre as mãos. O celular estava ali, ao lado, como