A volta para Londres foi silenciosa, mas não desconfortável. No avião, Arthur leu parte de um livro que Helena tinha na bolsa, e ela escutava uma playlist antiga no celular, os fones divididos entre eles. Compartilhavam o silêncio com naturalidade, como quem já não precisa provar nada um ao outro. Era um silêncio maduro. Cheio do que ficou dito, do que foi vivido e, principalmente, do que ainda estava por vir.
Chegaram à cidade no fim da tarde. O céu nublado de julho parecia acolher o recomeço