Mundo ficciónIniciar sesiónSofia Duarte sempre viveu uma vida simples, segura e previsível até atravessar as portas de um hotel de luxo e cruzar o olhar com Alexandre Valente, um bilionário poderoso, enigmático e perigosamente irresistível. Com mais de quarenta anos, Alexandre está habituado a controlar tudo à sua volta negócios, pessoas e desejos. Sofia, jovem e aparentemente comum, deveria ser apenas mais um rosto passageiro. Mas há algo nela que quebra as regras dele… e desperta uma atração impossível de ignorar. Entre encontros inesperados, jogos de poder e uma tensão crescente que ameaça consumir ambos, Sofia vê-se envolvida num mundo de luxo, segredos e emoções intensas que desafiam tudo aquilo em que acreditava. À medida que a linha entre desejo e perigo se torna cada vez mais ténue, os dois terão de decidir até onde estão dispostos a ir e quanto estão dispostos a perder, para viver uma paixão que pode libertá-los… ou destruí-los.
Leer másA chuva caía sobre Lisboa como uma cortina fina, transformando as luzes da cidade em reflexos dourados e difusos. Sofia Duarte observou o próprio reflexo nas portas de vidro do hotel antes de entrar, como se procurasse ali uma versão mais confiante de si mesma.
Não encontrou. Apenas uma jovem de vinte e poucos anos, com um casaco simples, cabelo ligeiramente desalinhado pela humidade e um olhar determinado misturado com nervosismo. Respirou fundo. Era apenas trabalho. Nada mais. As portas abriram-se automaticamente, revelando um lobby silencioso e luxuoso que parecia existir numa realidade paralela. O chão de mármore brilhava sob a iluminação suave, e o ar tinha um perfume discreto e caro que Sofia nunca tinha sentido antes. Cada passo que dava fazia-a sentir observada, como se o ambiente inteiro percebesse que ela não pertencia ali. Apertou a pasta contra o peito. Entrar. Entregar documentos. Sair. Simples. Foi então que sentiu. Não viu primeiro... sentiu. Um olhar. Levantou os olhos lentamente e encontrou-o. Encostado ao bar, com um copo de whisky na mão, estava um homem que parecia completamente à vontade naquele mundo. Fato escuro perfeitamente ajustado, postura relaxada mas segura, uma presença que atraía atenção sem esforço. Alexandre Valente. Sofia reconheceu-o imediatamente. O nome surgia frequentemente em artigos sobre negócios e investimentos, sempre acompanhado de fotografias cuidadosamente controladas e descrições sobre a sua discrição quase lendária. Mas nenhuma fotografia captava aquilo. O olhar dele. Intenso. Focado. Como se estivesse habituado a ler pessoas antes mesmo de falarem. Quando os olhos deles se cruzaram, algo dentro dela apertou. Ele não desviou. Observou-a com curiosidade silenciosa, o canto da boca a erguer-se num sorriso leve, quase provocador. Sofia desviou o olhar primeiro, irritada consigo mesma por reagir daquela forma. Continuou a caminhar, tentando ignorar a sensação de que ele ainda a seguia com os olhos. — Primeira vez aqui? A voz surgiu perto demais. Ela virou-se rapidamente e encontrou-o a poucos passos de distância. Não tinha percebido quando ele se aproximara. A voz dele era grave, baixa, envolvente. — Nota-se assim tanto? — respondeu, tentando manter o tom firme. Os olhos dele brilharam com algo entre diversão e interesse genuíno. — Só para quem presta atenção. Houve um silêncio breve, carregado. Sofia percebeu a proximidade dele. Não era invasiva… mas era intensa. O tipo de presença que fazia o ar parecer mais pesado. — Está perdida? — perguntou ele. — Não. Tenho uma reunião. — Imagino que sim. O olhar dele deslizou até à pasta que ela segurava e depois voltou aos seus olhos, demorando-se mais do que seria considerado educado. E ainda assim… ela não recuou. Algo dentro dela recusava ceder. — E o senhor? — perguntou, surpreendendo-se com a própria coragem. Ele sorriu ligeiramente. — Também estou exatamente onde devia estar. A resposta soou como um duplo sentido. Sofia sentiu um arrepio leve subir pela nuca. Lá fora, a chuva intensificava-se, criando um som distante que parecia isolá-los do resto do mundo. Por um momento estranho, teve a sensação de que tudo à volta tinha desaparecido — o lobby, as pessoas, o bar. Restavam apenas os dois. — Sofia — disse ela finalmente, estendendo a mão antes de pensar demasiado. Os dedos dele envolveram os dela com firmeza e calor. — Alexandre. O toque durou apenas um segundo… mas foi suficiente para deixar uma sensação persistente. Quando ele soltou a mão dela, Sofia sentiu uma estranha mistura de alívio e desapontamento. — Acho que a sua reunião vai ser interessante — disse ele, a voz mais baixa. — Porquê? Ele inclinou-se ligeiramente, aproximando-se apenas o suficiente para que ela sentisse o calor da presença dele. — Porque vai ser comigo. O coração dela falhou um batimento. E naquele instante, Sofia percebeu que entrar naquele hotel tinha sido o início de algo que não conseguiria controlar.O corredor parecia pequeno demais para conter a eletricidade que pulsava entre eles. Sofia sentia o coração disparado, cada músculo do corpo em alerta, enquanto Alexandre se aproximava com aquele olhar intenso, carregado de promessas silenciosas. Não havia espaço para dúvidas; o desejo entre eles era quase palpável, uma força que os puxava um para o outro com urgência. Sem aviso, os lábios dele encontraram os seus num beijo feroz, urgente, cheio de tensão acumulada. Sofia correspondeu imediatamente, os dedos entrelaçando-se nos dele, sentindo cada centímetro do corpo dele colado ao seu. O corredor desapareceu ao redor deles; só existia o calor, a urgência e a fome contida que explodia a cada toque. Alexandre deixou a mão deslizar pelo ombro de Sofia, puxando-a ainda mais para perto. Ela sentiu o tecido do vestido prateado ceder levemente aos toques dele, cada movimento do corpo de Alexandre tornando o vestido mais maleável e provocador. Um arrepio percorreu-lhe a espinha, uma
A semana tinha passado num instante, mas para Sofia, cada dia fora preenchido por lembranças de Alexandre que não lhe davam descanso. Nenhum encontro, nenhum telefonema, nenhuma mensagem e a ausência dele parecia tornar o desejo ainda mais intenso, quase insuportável. Era uma sexta-feira luminosa e o telemóvel vibrou com uma mensagem de Carolina: "Sofia! Então, sempre vais comigo ao evento esta noite? Não posso ir sozinha!" Sofia sorriu sozinha, sentindo o coração acelerar. O convite para acompanhar Carolina parecia inocente, mas a ideia de estar num evento cheio de pessoas sofisticadas e, possivelmente, cruzar-se com Alexandre depois de uma semana de silêncio, fazia-lhe os nervos dançarem. — Claro que vou — respondeu, tentando controlar o rubor. — Não te deixo ir sozinha. O resto do dia passou lentamente. Sofia trabalhou como sempre, com documentos e reuniões, mas cada pensamento fugia para o que podia acontecer à noite. - Será que ele estará lá?- Perguntou-se Sofia.O perfu
O beijo no WC tinha sido intenso, carnal e quase impossível de resistir. Sofia sentia o corpo a vibrar com cada toque de Alexandre, o coração acelerado, a respiração entrecortada. Mas um som seco na porta fez ambos recuarem abruptamente — alguém batia à entrada, com impaciência. — Senhora? — a voz de uma funcionária soou do outro lado, firme e preocupada. — Encontra-se bem? Alexandre soltou-se com um gesto rápido, afastando-se de Sofia. Ela passou a mão pelo rosto, tentando recompor-se, enquanto ele abria a porta e sorria de forma contida, mas carregada de promessa silenciosa. — Claro — murmurou Sofia, ainda ofegante, tentando aparentar normalidade. — Vamos — disse Alexandre, mantendo o olhar fixo nela enquanto saíam, um de cada vez, em direção ao restaurante. No espaço do restaurante com vista para o mar, cada detalhe parecia amplificar a tensão. O sol refletia na água, a brisa movia suavemente o cabelo de Sofia, mas nada disso diminuía a eletricidade que pairava entre eles
O dia avançava lentamente, mas cada minuto parecia carregado de tensão para Sofia. A reunião estava a decorrer como planeado, mas a presença constante de Alexandre fazia com que a mente dela se dispersasse. Cada vez que ele se inclinava sobre a mesa, cada gesto calculado, cada olhar avaliado parecia desafiar a sua capacidade de manter o profissionalismo. — Sofia — disse ele, num tom baixo, quase um sussurro que apenas ela parecia ouvir —, já que o dia está a ser tão… intenso, que tal continuarmos esta reunião noutro lugar? Um sítio longe dos olhares curiosos dos seus colegas? O coração dela disparou, e por um momento hesitou. Era um convite arriscado, impróprio e excitante ao mesmo tempo. — Um… almoço? — perguntou, tentando controlar a voz que tremia ligeiramente. Ele sorriu, o tipo de sorriso que deixava claro que havia mais intenção por trás das palavras do que a simples formalidade. — Exatamente. Um almoço tranquilo, com vista para o mar. Apenas nós dois. Sofia engoliu em
O sol ainda despontava por entre as cortinas quando Sofia abriu os olhos, a mente imediatamente preenchida pelo calor do toque de Alexandre no elevador e pelo seu olhar intenso na sala de reuniões. Cada detalhe da noite anterior parecia ecoar dentro dela, misturando desejo e curiosidade num turbilhão que não conseguia controlar. “Quando o verei de novo?” murmurou para si própria, os lábios a esboçarem um sorriso involuntário. O coração acelerava só de pensar na próxima vez que os seus caminhos se cruzariam. O toque dele, mesmo que breve, permanecia gravado na pele como uma promessa silenciosa que não podia ignorar. Do outro lado da cidade, Alexandre despertava na sua mansão, a memória de Sofia tão presente quanto o cheiro do café que começava a preparar. Encostou-se à janela, olhando a luz da manhã refletir na piscina, mas a mente não conseguia concentrar-se em nada além dela. “Quando a verei outra vez?” perguntou-se, um sorriso enigmático surgindo nos lábios. Cada gesto dela,
Sofia entrou em casa com passos silenciosos, tentando não incomodar a amiga, que já estava instalada na sala com uma série de filmes e snacks espalhados pelo sofá. O ambiente familiar deveria acalmar-lhe os nervos, mas cada canto do apartamento parecia lembrá-la do toque e dos olhos de Alexandre no hotel. — Olá, Sofia! — cumprimentou Carolina, sorrindo de forma distraída, enquanto mergulhava num saco de pipocas. — Olá… — murmurou Sofia, esforçando-se para parecer descontraída. Carolina percebeu de imediato o olhar distante da amiga. Não insistiu; conhecia bem aqueles momentos em que Sofia precisava de estar sozinha. Sofia trocou o casaco por um roupão confortável, preparando-se para o momento que mais ansiava: estar no seu quarto e poder pensar sem filtros. No quarto, fechou a porta e encostou-se por um instante, respirando fundo. Cada detalhe daquele dia passava-lhe pela mente: o elevador, o toque dele na cintura, o olhar que parecia ler cada pensamento seu. O coração ainda ba





Último capítulo