Arthur esperou o elevador chegar em silêncio, equilibrando dois cafés e uma sacola com croissants frescos que descera buscar ali perto. Era cedo — mais cedo do que ele costumava começar seus dias. Mas agora, o início da rotina não era mais apenas dele. A cobertura compartilhada com Helena ganhava novos sons, cheiros e ritmos. E, por mais que não tivessem falado abertamente sobre o flat antigo dela, os dias iam se desenhando como um desenho sem pressa, traço por traço, até que morar ali... apena