O céu de Londres amanheceu limpo. Um azul frio, lavado pela chuva da noite anterior, refletia nos prédios de vidro e aço com uma nitidez quase irreal. Helena abriu a janela da cobertura e respirou fundo. O ar tinha gosto de recomeço.
Não era exatamente onde ela achava que estaria. Mas, estranhamente, era onde precisava estar.
A mesa da sala do escritório de Arthur — agora transformada num espaço compartilhado — estava tomada por cadernos, canetas, o laptop aberto e uma xícara de café esquecida